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Credit Suisse aposta em aumento dos dividendos da Petrobras com adoção de nova política

Por Eloiza Amaral
30 agosto 2019 - 11:30
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O Credit Suisse acredita que os dividendos pagos pela Petrobras aumentarão de forma significativa quando a dívida da petroleira ficar abaixo de US$ 60 bilhões. As informações foram divulgadas nesta sexta feira (30), pelo jornal Valor Econômico.

A dívida atual é de US$ 101 bilhões, o que faz o Credit Suisse estimar que apenas em 2021 a nova política de dividendos, anunciada ontem, melhore a remuneração dos acionistas, mas vê a iniciativa como positiva.

O banco estima que a Petrobras poderá pagar entre US$ 8 bilhões e US$ 12 bilhões em dividendos por ano, de acordo com a nova política de remuneração aos acionistas. Já o Morgan Stanley estima que o pagamento possa alcançar de US$ 11 bilhões a US$ 13 bilhões em 2022.

O Credit aponta que a nova política atenta o mercado para dois pontos: que a desalavancagem é a principal prioridade da atual gestão da Petrobras e que a remuneração ao acionistas será feita de forma mais transparente.

Complementando, o Morgan Stanley afirma que a nova regra foi uma “boa jogada” da Petrobras, por vincular a distribuição a métricas mais objetivas. O banco vê potencial para que os valores pagos pela estatal se aproximem dos patamares das grandes petroleiras em 2018, como a Shell que distribuiu US$ 15,6 bilhões, a ExxonMobil que pagou US$ 13,798 bilhões e a BP, com US$ 8,1 bilhões.


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