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Covid-19 puxa índices acionários chineses; mercado europeu cai para níveis de 4 meses atrás

Por Bruna Santos
26 fevereiro 2020 - 10:33

Com o aumento dos temores sobre uma epidemia do Covid-19os índices acionários chineses fecharam em queda nesta quarta-feira (26). O que pode ser considerado certo alívio para a região é que as novas infecções caíram na China e os investidores aguardam mais estímulos de Pequim a fim de sustentar a economia doméstica.

De acordo com o analista do Fortune Securities, Luo Kun, Pequim pode incluir suporte para os setores imobiliário e infraestrutura. Apenas hoje, a Ásia informou centenas de novos casos de coronavírus, incluindo o primeiro soldado norte-americano a ser infectado.

Na segunda-feira (24) os Estados Unidos já haviam alertado para sua população sobre uma inevitável pandemia. Ademais, os surtos na Itália e Irã se espalham para outros países, incluindo o Brasil que confirmou seu primeiro infectado.

Desse modo, um dos principais índices acionários chineses, o índice CSI300 que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, caiu 1,23%. Assim também, o índice de Xangai recuou 0,83%, após fortes perdas em Wall Street.

O coronavírus também é destaque sobre os índices acionários europeus nesta quarta, levando-os a uma mínima em quase quatro meses. Embora o comissário de economia da União Europeia, Paolo Gentiloni, diga que ainda é cedo demais para avaliar o impacto do surto do Covid-19 no bloco, às 08:00 (horário de Brasília), o índice FTSEEurofirst 300 caía 1,19%, a 1.557 pontos.

índice pan-europeu STOXX 600, por sua vez, perdia 1,31%, a 399 pontos, após cair 2,6% mais cedo. Essa é a primeira série de cinco perdas para o índice desde julho do ano passado. “Uma avaliação e uma previsão séria ainda não são possíveis”, disse Gentiloni em entrevista à imprensa em Bruxelas.

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