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Cotas dos FIIs ainda não refletem a retomada econômica, segundo gestores

Por Fast Trade
26 agosto 2021 - 06:51 | Atualizado em 26 agosto 2021 - 08:30
Alta do mercado imobiliário traz construtoras para a bolsa brasileira e novos empreendimentos

Gestores afirmam que as cotas dos Fundos Imobiliários ainda não refletem a retomada das atividades dos principais subsetores. Essa foi a perspectiva defendida pelos especialistas que participaram do painel sobre FIIs na Expert XP 2021.

De acordo com Pedro Carraz, sócio e gestor da XP Asset, os Fundos Imobiliários perderam valor no mercado secundário durante a crise sanitária. Isso, todavia, não retirou deles o papel de porto-seguro dos investidores. Ele destacou ainda que imóveis têm proteção natural em cenários de crescente pressão inflacionária.

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Segundo Carraz, “com a inflação subindo mês a mês, nada melhor do que o imóvel, que tem um hedge natural, pois os inquilinos pagam aluguel todo mês e os contratos são ajustados anualmente pela inflação.” ainda não refletem

Já para o CEO da Blue Macaw, Marcelo Fedak, quando a demanda por locação normalizar, a tendência é que setor tenha melhores resultados. Macaw comparou os Fundos Imobiliários com as Notas do Tesouro Nacional série B (NTN-B). Nesse sentido, ele afirmou que os títulos públicos com vencimento em 2026 e 2035 terão rendimento de 4,5% e 4,8% acima da inflação. Por outro lado, espera-se do índice Ifix uma taxa de 8% acima do IPCA.

Comércio On-line

Alexander Alfer, gestor da Capitânia, enxerga no subsetor de shoppings e lajes corporativas uma retomada. Para Alfer, a vacância em escritórios já não é mais tão grande e a barganha por preços diminuiu. “O segmento de shopping é outro que já se recupera, com nível de vendas parecido com o pré-pandemia, já tem shopping com recorde de vendas”, afirma.

Em contrapartida, Carraz também falou sobre a perspectiva do varejo on-line em relação ao off-line. Para ele, o comércio digital tende a aumentar, mas os shoppings conseguirão preservar seu valor. Isso em função da cultura do brasileiro de usar o espaço não só para compras, mas também para entretenimento, alimentação e outros serviços.

Esse movimento pode, inclusive, potencializar os aluguéis de galpões logísticos. Entre os inquilinos do fundo de logística da Blue Macaw, a Dafiti aumentou em 50% o número de clientes.

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Da mesma forma, o Mercado Livre triplicou a quantidade de produtos vendidos. Apesar disso, o valor da locação ainda é está abaixo dos praticados por outros países da América Latina.

Eduardo Mufarej, sócio da JLP Management, falou do assunto sob outra perspectiva. Para ele, os investidores deveriam olhar também para o mercado externo. “Do ponto de vista de alocação de portfólio é importante ter a cabeça no mundo, ter uma visão um pouco expandida, porque é praticamente impossível ter exposição em subsetores como ‘health care’, ‘data center’ ou torres de celular na bolsa no Brasil”, argumentou.

Ter uma presença global, de acordo com Mufarej, permite a entrada em “pockets” que ainda estão descontados na Europa e na Ásia, por exemplo.

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