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Coronavírus contamina otimismo dos mercados globais

Por Bruna Santos
27 janeiro 2020 - 09:42

Os crescentes temores sobre o surto de coronavírus provavelmente manterão os mercados globais em alerta nos próximos dias da semana.

Recentemente, oficiais da província de Hubei confirmaram 52 mortes na região provocada pela doença que surgiu em Wuhan, na China.

Totalizando, são mais de 2.116 pessoas contaminadas no mundo (incluindo EUA, Tailândia, Coreia do Sul, Japão, Austrália, França e Canadá).

Com ações próximas de máximas históricos, o mercado global investidor teme que o vírus possa se transformar em algo pior.

Ao observar os danos econômicos provocados por episódios similares, como no caso da epidemia de SARS entre 2002 e 2003, estimativas sugerem que o custo do surto à época para a economia mundial foi de US$ 40 bilhões (R$ 167 bilhões).

Localmente, o Ibovespa recuou no pregão da última sexta-feira (24), pressionado pelo aumento das preocupações quanto à propagação do coronavírus.

Como resultado, a Bolsa brasileira contraiu 0,96% e foi aos 118.376 pontos, com um volume financeiro de R$13,940 bilhões.

Para David Carter, o diretor de investimentos da Lenox Wealth Advisors em Nova York, “os mercados odeiam incertezas”.

Atrelado a isso, ele afirma que o vírus foi suficiente para injetar incerteza nos mercados.

Apesar disso, a Organização Mundial da Saúde decidiu não chamar o surto de emergência mundial de saúde por hora.

Em contrapartida, especialistas em saúde questionam se a China conseguirá conter a epidemia.


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