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Copom avalia lentidão na economia no 1º trimestre e aponta que manterá cautela

Por Eloiza Amaral
14 maio 2019 - 11:49
Ata do Copom

Em ata divulgada nesta terça feira (14), o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) avaliou que a lentidão econômica do final de 2018 continua se arrastando neste início de ano e que a instituição vê uma retomada gradual no processo de recuperação econômica.

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A documento afirmou que os indicadores disponíveis sugerem probabilidade relevante de que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha recuado ligeiramente no primeiro trimestre do ano, na comparação com o trimestre anterior.

Nesta semana, o relatório Focus reduziu as expectativas de crescimento do PIB de 1,49% para 1,45%, e o banco Itaú anunciou hoje que a alta prevista é de apenas 1%, ante 1,3%.

‘’O cenário externo permanece desafiador. Por um lado, os riscos associados à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas mostram-se reduzidos no curto e médio prazos. Por outro lado, os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem’’, disse em nota o BC.

Segundo o Banco Central, é preciso mais tempo para medir os próximos passos. Com isso, decidiram pela nona vez seguida manter a Selic, a taxa básica de juros, em 6,5%.

“O Copom julga importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, livre dos efeitos remanescentes dos diversos choques a que foi submetida no ano passado e, em especial, com redução do grau de incerteza a que a economia brasileira continua exposta”, afirmava a ata.

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O Copom disse ainda que cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas.

A meta estabelecida este ano para a inflação é de 4,25% e será oficialmente cumprida se oscilar entre 1,5% para mais ou para menos. O gatilho utilizado pelo BC para regular a inflação é a taxa Selic.

Caso existam indicativos de que a inflação ficará acima da meta, a Selic é elevada, fazendo com que os juros cobrados pelas instituições financeiras em geral e o crédito no país fiquem mais caros. Esta é uma forma de fazer reduzir o consumo, entretanto o crescimento da economia também é comprometido e surge desemprego.


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