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Contra a tradição, bolsa não deve decolar no último trimestre do ano

Por Fast Trade
13 outubro 2021 - 06:47 | Atualizado em 13 outubro 2021 - 08:12
Bolsa

Apesar do quarto trimestre ser historicamente favorável para a bolsa brasileira, este ano o cenário pode ser diferente. É o que dizem muitos dos analistas das principais casas de consultoria do país.

O Ibovespa subiu, em média, 8,47% no último trimestre do ano entre 2000 e 2020. Por outro lado, a média de crescimento no primeiro trimestre de cada ano no mesmo período foi de 1,42%. Já no segundo e no terceiro trimestres o resultado foi de 0,73% e 2,11% respectivamente.

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Este ano, porém, o cenário parece que não vai acompanhar a mesma tendência do passado. Nos últimos sete dias de outubro, por exemplo, os investidores institucionais locais e as pessoas físicas acumulam déficit na bolsa de cerca de R$ 55,6 bilhões. A exceção são os investidores estrangeiros que no mesmo período tiveram superávit de R$ 47,02 bilhões.

Para os analistas o mercado não conseguirá progredir antes que haja uma definição para o novo governo. Além disso, a perturbação da pandemia deixou para trás ondas cíclicas de commodities e reaberturas das economias. O que, por sua vez, aumenta a incerteza.

Relatório da WHG

De acordo com relatório da WHG, por exemplo, aponta que as commodities são responsáveis por dois terços dos lucros do Ibovespa. Elas representam, contudo, apenas cerca de um terço no índice.

“Estimativas apontam, então, para uma queda de lucro consolidado do Ibovespa de 5,8% e 4,3% em 2022 e 2023, respectivamente, e uma queda de lucro das commodities de 18% e 17% respectivamente em 2022 e 2023”, afirma o relatório da WHG.

Outro fator que pode impactar o resultado no final do ano é a base de comparação. “Os dados comparativos mais fracos eram do segundo trimestre de 2020, quando a economia colapsou. Agora, a base já é mais alta”, comenta a WHG.

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Por fim, o cenário internacional fica especialmente complicado tendo em vista os problemas enfrentados pela China. Os investidores ainda não sabem o futuro da Evergrande e se o país será capaz de retomar o ritmo de expansão.

“No melhor dos casos, você terá uma desaceleração da China. O cenário para o minério de ferro fica mais complicado. E como as empresas de aço são muito consumidoras de energia, o governo pode cortar a produção para poupar energia. Até março do próximo ano, após as Olimpíadas de Inverno, o cenário é complicado”.

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