Economia

Contas públicas têm rombo recorde de R$ 81 bilhões em julho

Por Fast Trade
31 agosto 2020 - 16:00 | Atualizado em 31 agosto 2020 - 17:30
atividade econômica (prévia do PIB); Banco Central
Foto: Arquivo Istoé

As despesas extraordinárias decorrente do enfrentamento da crise gerada pela pandemia do coronavírus comprometeram as contas públicas, que computaram um saldo negativo recorde em julho.

De acordo com o Banco Central, o setor público consolidado apurou um déficit primário de R$ 81,071 bilhões no período, recorde da série histórica.

Em julho do ano passado, as contas públicas formadas pela União, Estados e municípios, acumularam um déficit primário de R$ 2,763 bilhões.

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Por sua vez, o déficit do governo central (que compreende o próprio BC, o Tesouro Nacional, mas também a Previdência) foi de R$ 88,141 bilhões.

Em contrapartida, Estados e municípios registraram superávit de R$ 6,281 bilhões, contra déficit de R$ 2,075 bilhões no mesmo mês de 2019.

Já os governos estaduais registraram superávit de R$ 6,757 bilhões, contra déficit de R$ 2,075 bilhões na mesma base de comparação.

Na avaliação do chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, esse resultado está relacionado com as transferências para o enfrentamento da crise.

Cabe destacar que as transferências da União os Estados e municípios em julho para lidar com os reflexos da pandemia chegaram a R$ 18,3 bilhões.

Diante da redução de arrecadação e transferências regulares da União, Fernando Rocha destacou os auxílios financeiros da União como responsável pelo saldo computado.

Leia também: União pagou R$ 5,48 bilhões no primeiro semestre para honrar dívidas de Estados e municípios

Por outro lado, os governos municipais registraram déficit de R$ 477 milhões, contra o superávit de R$ 156 milhões em igual mês do ano passado.

Além disso, as empresas estatais federais, estaduais e municipais, excluídas as dos grupos Petrobras (PETR3/PETR4) e Eletrobras (ELET6), ficaram no azul, em R$ 790 milhões.

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Resultado acumulado das contas públicas

Com o resultado de julho, as contas públicas acumulam um rombo de R$ R$ 483,773 bilhões, o pior resultado da série histórica para o período.

O montante excede em muito a meta de déficit para o setor público estabelecido previamente, que era de até R$ 118,9 bilhões.

Isso, contudo, passou a ser dispensado após o decreto de calamidade pública, proposto pelo governo e aprovado pelo Congresso Nacional por causa da pandemia.

Em 2019, as contas públicas registraram um déficit primário de R$ 61,87 bilhões, ou 0,85% do PIB. Aquele foi o sexto ano consecutivo no vermelho.

Por fim, a dívida bruta brasileira (principal medida da saúde fiscal do país) subiu 10,7 pontos no acumulado de 2020, ao patamar recorde de 86,5% do PIB (R$ 6,21 trilhões).

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