Economia

Contas públicas devem fechar 2020 com déficit de R$ 866,4 bilhões

Por Fast Trade
04 setembro 2020 - 16:00 | Atualizado em 04 setembro 2020 - 17:29
recuperação econômica; ministério da economia

Dados preliminares do Ministério da Economia em abril indicavam que as contas públicas computariam déficit de R$ 419 bilhões em 2020 por causa da pandemia.

Aquele, contudo, era o início do mês que hoje é considerado o “fundo do poço” da crise provocada pela disseminação do novo coronavírus no país.

Com o passar dos meses e conforme o governo concedia novos créditos para apoiar a economia, o mercado digeria os resultados econômicos, alguns duramente abalados.

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Outros, contudo, surpreenderam, como foi o caso do agronegócio que se descolou de queda histórica do PIB e apurou um resultado positivo no segundo trimestre. Além disso, de acordo com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina,  “o agronegócio foi o motor da economia” durante a pandemia.

Mesmo assim, as projeções sobre para as contas públicas do governo federal foram revistas e agora indicam um déficit de R$ 866,4 bilhões no ano.

O déficit que antes correspondia ao equivalente a 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), agora corresponde a 12,1% de tudo o que o país produz. Em julho, período em que as contas públicas apresentaram um rombo recorde de R$ 81 bilhões, a previsão era de R$ 787,45 bilhões.

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Meta de déficit primário das contas públicas

Anteriormente, a meta de déficit primário para 2020 era de R$ 124,1 bilhões (1,7% do PIB), mas o governo foi dispensado de cumprir o objetivo devido ao decreto de calamidade pública.

No total, o impacto fiscal em razão das medidas adotadas para enfrentar a crise gerada pela Covid-19 já totaliza R$ 605 bilhões, segundo o ministério.

Desse montante, R$ 584,3 bilhões correspondem ao aumento de despesas e outros R$ 20,6 bilhões referem-se a perdas de receita geradas por redução de tributos. Nesse contexto, a maior perda de receitas está associada à redução a zero do IOF em empréstimos, no valor de R$ 14,1 bilhões.

Já sobre as despesas, R$ 569,6 bilhões estão em execução orçamentária e a maior parte está sendo destinada ao auxílio emergencial (R$ 321,8 bilhões).

Esse montante já inclui, por exemplo, o pagamento adicional de até quatro parcelas de R$ 300, medida que foi anunciada pelo governo federal esta semana. No entanto, a previsão é que esses gastos relacionados à pandemia ficarão restritos à 2020, segundo o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues.

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