Economia

Confiança do empresário do comércio fecha 2020 no menor patamar em três anos, diz CNC

Por Fast Trade
17 dezembro 2020 - 17:00 | Atualizado em 17 dezembro 2020 - 19:25
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O comércio está menos confiante neste fim de ano, de acordo com o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). Apurado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o indicador recuou 0,5% em dezembro.

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Assim, o Icec declinou para 108,5 pontos e, embora seja o primeiro recuo desde junho, quando o índice havia atingido a mínima histórica, a confiança do empresário do comércio finda 2020 no menor patamar em três anos, segundo a economista da CNC, Izis Ferreira.

Ela destacou que o patamar médio do Icec em sua taxa anual terminou 2020 em 102 pontos, menor pontuação desde 2017 (102,8 pontos). Só para mostrar o distanciamento de um resultado para o outro, o indicador terminou 2019 em 121,4 pontos.

Na comparação anual, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio recuou 13,3%, mas se manteve na zona de avaliação positiva. Em contrapartida, o Icec fecha o ano 20 pontos abaixo do nível pré-pandemia, conforme destacado pela CNC.

Responsável pela pesquisa, Izis Ferreira explicou que o agravamento da pandemia, bem como a perspectiva de encerramento do auxílio emergencial injetou mais incertezas no setor.

Além disso, a economista acredita que esses fatores vão promover novos desafios de recuperação para os próximos meses. “Diminuiu a proporção de empresários que esperam melhora na atividade no curto prazo, bem como no desempenho do varejo”, disse.

Em contrapartida, “a intenção de investimento na empresa ainda mantém alguma evolução”. De acordo com ela, esse cenário é favorecido pela manutenção das taxas de juros em nível baixo, fato que melhora o acesso ao crédito.

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Principais fatores que impactaram a confiança do empresário

A queda no índice, sobretudo na passagem de novembro para dezembro, está relacionada com a diminuição das expectativas para o curto prazo. Assim também, a economista citou o avanço da covid-19 a partir de março como também responsável por um nível mais baixo da confiança do empresário.

“Esse ano a conjuntura foi muito afetada pela crise de saúde principalmente no segundo trimestre”, disse.

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Outros dados do Icec

Ademais, as intenções de contratação de funcionários pelo varejo contraíram (-0,2%), mas seguem em um patamar positivo (125,3 pontos), ao passo que a avaliação dos estoques diante da programação das vendas anotou a terceira queda seguida (-1,3%).

Por fim, o item referente às condições atuais da economia cresceu novamente (+1,3%).

Acesse a análise, os gráficos e a série histórica do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec).

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