Economia

Confiança do consumidor cresce pelo 3° mês consecutivo, diz FGV

Por Fast Trade
24 julho 2020 - 16:00 | Atualizado em 24 julho 2020 - 17:19
IGP-M

Com o salto de 7,7 pontos em julho, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas já acumula três resultados positivos consecutivos. O indicador chegou aos 78,8 pontos, apenas 9,0 pontos abaixo de fevereiro, segundo a FGV, o último mês antes da pandemia abalar a economia brasileira.

“A confiança dos consumidores manteve em julho a tendência de recuperação, motivada principalmente pela melhora das expectativas em relação à economia”.

A frase é da Coordenadora das Sondagens, Viviane Seda Bittencourt. Atualmente os mercados globais reagem fortemente aos indicadores que mostrem uma melhora das expectativas econômicas.

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Em contrapartida, Bittencourt destacou que, embora o consumidor acredite em uma recuperação na segunda metade do ano, ainda há insatisfação com o cenário atual.

Como a pandemia ainda não tem prazo para terminar, está baixa a confiança do consumidor de que suas finanças pessoais vão melhorar em seis meses. De acordo com ela, os efeitos da pandemia parecem ser mais acentuados no consumidor, que teme a perda de renda, do que nas empresas.

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Índice de Expectativas

Nesse contexto de Índice de Confiança do Consumidor, a satisfação sobre a situação atual permaneceu estável quando comparado a julho, nível considerado baixo. Por outro lado, o dado mostra que as perspectivas para os meses seguintes melhoraram.

Primeiramente, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,4 ponto, para 71,0 pontos, maior valor desde março de 2020, mês que antecedeu o período mais caótico da crise, conforme dito por analistas do mercado financeiro.

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Além disso, o Índice de Expectativas (IE) variou 12,3 pontos para 85,1 pontos, acumulando 30,1 pontos de alta nos três últimos meses. O índice também reverteu dois terços das perdas apuradas no primeiro quadrimestre de 2020.

Confiança do consumidor no horizonte também cresce

Conforme a pesquisa da FGV, o medidor do otimismo relacionado à situação econômica foi o que mais pesou para a alta do ICC em julho. O indicador cresceu 7,7 pontos e chegou aos 111,5 pontos, mostrando um horizonte mais otimista do que nos meses anteriores.

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Apesar disso, as perspectivas sobre a situação financeira das famílias, permanecem em nível inferior aos 100 pontos (89,7), patamar que indica pessimismo. Na avaliação da FGV, isso deve manter os consumidores cautelosos. Confira aqui.

Por fim, o medidor do ímpeto de compras de bens duráveis cresceu 18,4 pontos, chegando aos 56 pontos, um dos menores níveis da história.

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