Economia

Confiança do comércio cresceu 4,1% em novembro, mostra CNC

Por Fast Trade
20 novembro 2020 - 08:00 | Atualizado em 20 novembro 2020 - 08:30
confiança do empresário do comércio

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), avançou 4,1% em novembro.

Com 108 pontos acumulados, o índice permanece no patamar de otimismo (acima dos 100 pontos) pelo segundo mês consecutivo. Em contrapartida, a confiança do empresário recuou 11,9% frente novembro do ano passado.

Nesse sentido, o indicador tem se recuperado da mínima histórica apurada em junho e ainda está 20 pontos abaixo do nível pré-pandemia.

De acordo com a CNC, a taxa de variação mensal é a menor registrada desde agosto. Essa desaceleração, segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, está relacionada com  redução do valor do auxílio emergencial.

Além disso, as pressões sobre os preços, sobretudo de produtos essenciais, também impactaram a confiança do empresário do comércio.

Para o presidente da CNC, “as perspectivas são favoráveis para o desempenho do varejo no último trimestre”. Nesse contexto, ele citou o incremento no faturamento com as festas de fim de ano, mesmo com valores menores dos benefícios emergenciais.

Nem mesmo a inflação dos alimentos, conforme destacado por Tadros, comprometeu essas perspectivas.

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Subíndices da confiança do comércio

O principal responsável pelo aumento da confiança do empresário do comércio na passagem de outubro para novembro foi a avaliação sobre as condições atuais.

Esse indicador cresceu 10,4%. Ademais, a avaliação sobre a economia figurou como o componente com maior alta: 11,3%.

As expectativas do empresário do comércio cresceram 1,3% e o índice que mede as intenções de investimento também cresceu (+3,9%).

Conforme o levantamento da CNC, a intenção de contratação de funcionários voltou ao patamar pré-pandemia após subir 4,6% e bater os 125,6 pontos.

A situação dos estoques, contudo, ainda não normalizou. Veja a análise, os gráficos e a série histórica da pesquisa.

Produção e empregos estão em alta na indústria, diz CNI

Por sua vez, a atividade industrial do Brasil continuou aquecida no décimo mês do ano, acompanhada por crescimento nas contratações.

A Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostrou que a produção industrial anotou, em outubro, o quinto mês consecutivo de alta (58,3 pontos).

Como o índice ficou acima da linha divisória de 50 pontos, refletiu um aumento na produção. Quando comparado ao resultado de setembro, o índice anotou recuo de 0,8 ponto.

Apesar disso, “é possível afirmar que o crescimento da produção em outubro foi intenso e disseminado pela indústria”, segundo a CNI.

Já o índice que mede a evolução do número de empregados ficou em 54,9 pontos, também acima da linha de 50 pontos.

Desse modo, a CNI indicou crescimento do emprego na indústria em outubro após o terceiro mês seguido de alta.

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Atividade industrial acima do usual em outubro

Os índices relacionados à utilização da capacidade instalada reforçaram a conclusão de que a indústria está com atividade aquecida.

De acordo com a CNI, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) média da indústria cresceu 2 pontos percentuais em outubro.

Essa foi a sexta alta consecutiva do indicador que marcou 74% em outubro, e superou em 4 pontos o patamar de setembro do ano passado.

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Expectativas da indústria

Por fim, todos os índices de expectativa recuaram em novembro, pelo segundo mês consecutivo.

A CNI avalia que esse movimento pode estar relacionado com uma acomodação após a rápida recuperação dos efeitos provocados pela pandemia.

Ainda assim, os índices seguem acima da linha divisória de 50 pontos, mas também de suas respectivas médias históricas. Seja como for, a Sondagem Industrial concluiu que que os empresários seguem bastante otimistas em relação aos próximos seis meses. Veja mais.

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