Economia

Confiança da construção tem a maior variação positiva da série histórica

Por Fast Trade
25 junho 2020 - 16:00 | Atualizado em 25 junho 2020 - 17:04

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) avançou 9,1 pontos em junho. O salto que representa a maior variação positiva da série histórica e o segundo mês consecutivo de recuperação, levou o indicador para 77,1 pontos.

Mesmo assim, o indicador conseguiu recuperar entre maio e junho apenas 43% das perdas apuradas em março e abril, em decorrência da pandemia do coronavírus.

De acordo com a coordenadora de Projetos da Construção da FGV Ibre, Ana Maria Castelo, a sondagem mostrou um cenário menos desolador para a construção no mês atual.

Em contrapartida, as incertezas prevalecem, portanto, ainda não é possível estabelecer a recuperação da atividade do segmento. Apesar disso, essa alta da Confiança do Consumidor confirma a percepção mais favorável em relação aos próximos meses, conforme mostrou a Agência Brasil.

‘Empresário do comércio nunca esteve tão pessimista’, destaca a CNC

Na contramão da confiança da construção, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), medido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), recuou 28,6% de maio para junho e atingiu 66,7 pontos.

De acordo com a CNC, esse é o menor nível do indicador desde o início da realização da pesquisa, em março de 2011. A queda foi pressionada pelos impactos econômicos da pandemia e, com esse resultado, o indicador já declinou 54 pontos apenas nos dois últimos meses.

Outro dado negativo foi a confiança no futuro, medida pelo subíndice de expectativas, que atingiu o patamar de pessimismo em junho (abaixo de 100 pontos). Essa foi a primeira vez que o subíndice foi classificado com esse patamar (89,6 pontos).

O declínio foi ainda maior na comparação anual de junho de 2019 (-89,6 pontos, segundo a CNC). As intenções de investimento também recuaram (-18,6% ante maio e -30% na comparação anual), chegando a 71,5 pontos.

Na avaliação do presidente da CNC, José Roberto Tadros, “a renda menor e o crédito mais escasso seguirão, temporariamente, limitando o consumo, em especial de produtos não essenciais, que representam a maior parcela dos orçamentos domésticos”.

IPCA-15 sobe 0,02% em junho

Por fim, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,02% em junho, sobre baixa de 0,59% no mês anterior.


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