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Compre Camil ON por estar ‘precificada atrativamente’, diz JPMorgan

Por TradersClub
28 maio 2019 - 09:42

Apesar de ver um cenário desafiador de curto prazo para alguns segmentos de alimentos, analistas do JPMorgan mantiveram sua recomendação equivalente a compra para a ação da Camil Alimentos, que se encontra “atrativamente precificada” no médio prazo entre os papéis de produtores e de processadoras globais de alimentos.

Após encontro com a administração da Camil na semana passada, a equipe de analistas, liderada por Ian Luketic, saiu da reunião com um tom cauteloso, porém otimista quanto às tendências para volume e preço, especialmente na indústria do arroz. “Embora as margens de curto prazo devam permanecer sob pressão, a Camil já vê uma recuperação nos preços do arroz, enquanto os volumes devem permanecer em níveis sustentáveis,” disse Luketic em relatório.

Além dos problemas no arroz, a indústria do açúcar deve continuar desafiadora para a Camil, com uma dinâmica concorrencial mais agressiva em preços. Já o segmento de pescados enlatados começou o ano com desempenho melhor que o esperado, disse Luketic. Do lado internacional, mercados em que a Camil atua, como Peru, Chile e  Uruguai continuam com desafios – impostos por uma menor renda disponível ou uma menor disponibilidade de arroz e outros alimentos básicos. Na esteira desses problemas, e com a expectativa de uma margem de lucro operacional menor, a equipe de analistas cortou o preço-alvo da ação de R$8,6 para R$8,0.

O relatório sinaliza a importância crescente de oportunidades de aquisição para a Camil, que precisa de maior escala em segmentos como arroz, macarrão e trigo para compensar potenciais quedas de margem ou desajustes em alguns dos mercados que atua. Para JPMorgan, potenciais alvos de aquisição estão caros. Camil negocia a um múltiplo de 7 vezes EV/EBITDA, exatamente na média entre produtores agrícolas globais, que negocia a um múltiplo de 5 vezes, e de processadoras de alimentos, que negociam entre 10 vezes e 12 vezes. O múltiplo, que expressaria o número de anos de geração de lucro operacional que pagariam o valor do negócio, é atrativo para quem quiser comprar o papel da Camil, disse o relatório.

A ação já perdeu 3,1% do seu valor em 2019, comparada com mais de 10% da concorrente MDias Branco.


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