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Commodities: BTG tem recomendação de “compra” para Vale, Gerdau, Suzano e CBA

Por Fast Trade
23 junho 2022 - 06:00 | Atualizado em 23 junho 2022 - 07:15
ICB

Mesmo com a forte correção nas commodities, o BTG Pactual avalia que muitas empresas do setor estão baratas sob a ótica do valor justo. Dentre as opções que estão cobertas pela corretora, destacam-se Vale (VALE3), Gerdau (GGBR4), Suzano (SUZB3) e Companhia Brasileira de Alumínio (CBAV3).

Nesse sentido, os analistas do BTG se mostraram otimistas com a retomada na demanda por aço na China, o que tende a influenciar no desempenho das siderúrgicas. Além disso, o crescimento da atividade industrial no país asiático deve manter os preços do minério de ferro elevados no curto prazo, o que beneficia o setor de mineração como um todo.

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“Afinal, não há problema de inflação relevante na China (PC próximo a 2%) e o Banco Central é o único banqueiro do mundo que tem algum espaço para flexibilização, o que não deve ser esquecido pelos investidores” – explicou a equipe de análise do BTG.

E o horizonte de avaliação não considera apenas o desempenho do minério de ferro, mas também, do alumínio e da celulose. De um ponto de vista holístico, com os lucros normalizados, os estoques destes insumos estão sendo negociados em múltiplos muito baixos, conforme argumentou o relatório da corretora.

Ações descontadas ou oportunidades para o BTG?

Atualmente, as ações estão negociando com descontos de 50% a 70% em relação ao nível considerado justo e, em alguns casos, isso representa que pode ocorrer uma rápida reversão nos preços. “Concordamos que essas premissas de preço são altamente improváveis de se materializar tão cedo, mas acreditamos que esse exercício vale a pena” – afirmaram os analistas do BTG.

Por isso, a corretora manteve a recomendação de “compra” para as ações de todas as companhias mencionadas, com perspectiva otimista para os próximos meses. Para a Vale (VALE3), o preço-alvo é R$ 115 prevendo o crescimento nos resultados do segundo trimestre.

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Ao mesmo tempo, para a Gerdau (GGBR4), o preço-alvo é R$ 43 e a estimativa é de forte desempenho em virtude da geração de caixa. Já em relação à Suzano (SUZB3), o preço-alvo estabelecido é R$ 90, estimando que o custo da celulose continuará elevado no curto prazo.

Por fim, o BTG acredita que a CBA está operando abaixo de seu potencial, o que deve ser um fator de impulso para os papéis. Assim, o preço-alvo para as ações CBAV3 é R$ 25, o que equivale a um potencial de alta de 150%.

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