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Comissão mista da reforma tributária é instalada; balanços e IPCA-15 movimentam o mercado

Por Bruna Santos
20 fevereiro 2020 - 08:59

Juntos, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre, instalaram a comissão mista da reforma tributária.

Em evento solene, Alcolumbre assinou ontem (19) a instalação do colegiado que vai contar com 25 deputados e 25 senadores.

A expectativa é que a união das Casas seja produtiva para a produção de um texto unificado sobre o tema.

Com a assinatura do termo, os parlamentares agora possuem um prazo de 45 dias para consolidar as propostas no Congresso.

O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) foi escolhido para atuar como relator no colegiado recém-instalado. Ribeiro já tem no currículo a relatoria da reforma tributária na comissão especial da Câmara (PEC 45/19).

Confira a seguir mais dos destaques de hoje.

IPCA-15, resultados corporativos, redução da taxa básica de juros na Argentina e China

Nossa agenda econômica mostra o IPCA-15 de fevereiro. O indicador – publicado pelo IBGE – deve revelar como os preços oscilaram na primeira metade do mês.

Ainda nesta manhã, a FGV publica o índice de confiança do consumidor relativo a fevereiro.

Hoje, saem os balanços corporativos da Copasa (CSMG3), Notre Dame Intermedica (GNDI3), Atacadão (CRFB3), Lojas Americanas (LAME4), Raia Drogasil (RADL3), SulAmérica (SULA11), Telefonica (VIVT4), Wiz (WIZS3), Gol (GOLL4) e Vale (VALE3), cujo destaque dos resultados deve ser as vendas mais fortes, mesmo em meio ao preço mais baixo do minério.

O Banco Central argentino reduziu sua taxa básica de juros para 40% ao ano, ante patamar anterior de 44%.

De acordo com a entidade, a medida tem como propósito reativar a atividade econômica local após a desaceleração da inflação.

Essa foi a sétima vez que o novo governo peronista cortou a taxa de juros, desde que assumiu em dezembro.

Do mesmo modo, o movimento protagonizado pelo Banco do Povo da China foi de redução da taxa de juros local.

O estímulo que derrubou a taxa em dez pontos-base, para 4,05% ao ano, estimulou a Bolsa de Valores de Xangai que findou o pregão de hoje com alta de 1,81%.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve da Filadélfia publica nesta quinta-feira (20) o índice industrial relacionado ao mês de fevereiro.

PEC dos Fundos, MPs do 13º do Bolsa Família e do Verde e Amarelo ficam para após o Carnaval

As atividades parlamentares retornaram em 2020 após o recesso do final de ano em marcha lenta, como já era esperado.

Com a proximidade do Carnaval, três grandes medidas (duas delas polêmicas) serão debatidas apenas após o novo retorno parlamentar.

Em discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a PEC dos Fundos é uma delas. Foi concedido um pedido de vista e a PEC deve ser votada no dia 4 de março.

Assim também, ficam para depois duas medidas provisórias que tramitam em comissões mistas do Congresso Nacional (a MP do 13º do Bolsa Família e MP do Verde e Amarelo).

No caso da medida provisória do Bolsa Família, a proposta já teve seu parecer lido e estava pautado para ontem, mas não houve quórum para que os requerimentos terminassem de ser votados. Dentre as modificações do texto está a provisão do relator da matéria, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), que alterou a MP com o propósito de garantir o pagamento anual do benefício e estendeu a 13ª parcela ao Benefício e Prestação Continuada (BPC).

De modo semelhante, a MP do Programa Verde e Amarelo, promovido como um programa de criação de postos de trabalho para a contratação de jovens, avançou na comissão mista em que tramita atualmente.

A leitura de seu parecer ocorreu ontem (19). O texto original previa a cobrança previdenciária dos beneficiários do seguro-desemprego.

Considerado um ponto polêmico desde quando anunciado, o relator da proposta, deputado Christino Aureo (PP-RJ), propôs um sistema facultativo.

Desse modo, o trabalhador poderá escolher se pagará a respectiva contribuição. Após a leitura do relatório foi concedida vista coletiva.

Ultrapar reporta lucro 36% menor no quarto trimestre e distribuição de dividendos

A Ultrapar (UGPA3) reportou um lucro líquido de R$ 141 milhões no quarto trimestre, queda de 36% na comparação anual.

De acordo com o comunicado enviado ao mercado na véspera (19), o lucro também caiu no acumulado do ano.

Assim, o lucro líquido da Ultrapar somou R$ 906 milhões em 2019, após uma queda de 13% do lucro anual.

Em contrapartida, a receita líquida da companhia saltou 1% no trimestre, chegando a R$ 23.663 milhões.

Segundo o informe da Ultrapar, esse resultado foi puxado pelo aumento na receita líquida da Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Extrafarma.

Do mesmo modo, o Ebitda ajustado da Ultrapar – medidor do lucro antes de impostos, juros e amortização – cresceu no período (+8%) e findou com R$ 869 milhões.

Além disso, seu conselho de administração aprovou ontem o pagamento de R$ 261 milhões em dividendos.

O valor bruto dos dividendos será de R$ 0,24 por ação ordinária, pagos a partir de 06/03/2020, conforme o documento.

A data base para o investidor ter direito a receber o provento será 27/12 no Brasil e 02/03 nos EUA.

Assim sendo, as ações da Ultrapar passarão a ser negociadas “ex -dividendos” a partir de 28 de fevereiro de 2020.

Fleury, Itaú e Cielo falam de dividendos, dívida e recompra de ações relâmpago

Grupo Fleury (FLRY3) se prepara para distribuir o equivalente a R$ 197,795 milhões sob a forma de dividendos.

De acordo com o comunicado enviado na quarta-feira (19) pela companhia, o montante corresponde a R$ 0,62428363855 por ação.

Assim sendo, para que o investidor tenha o direito de receber o provento, será preciso estar posicionado em 26/03/2020.

Posteriormente, as ações do Grupo Fleury passarão a ser negociadas na condição “ex” dividendos a partir de 27 de fevereiro.

O pagamento, por sua vez, está previsto para ocorrer poucos dias após, em 03 de abril de 2020.

Por outro lado, o Itaú Unibanco (ITUB4) informou ao mercado a emissão de US$ 700 milhões em notas subordinadas perpétuas à taxa fixa de 4,625% ao ano.

Segundo a instituição monetária, essas notas terão validade o 5º aniversário da operação, marcada para o dia 27 de fevereiro.

A cada cinco anos essa taxa de juros será recalculada em cima do juro dos títulos emitidos pelo Tesouro dos Estados Unidos para o mesmo período.

O Itaú destacou que o preço foi de 100% de seu valor de face, mas também que as notas foram oferecidas somente a investidores institucionais qualificados.

Por fim, a Cielo (CIEL3) planeja recomprar até 4,006 milhões de ações em circulação no mercado em uma operação relâmpago.

Com intermédio da Ágora, as recompras ocorrerão apenas entre os dias 2 e 10 de março.

Baseado no valor atual de R$ 7,35 por papel, essa operação pode girar em torno de R$ 30 milhões.

Em nota emitida ao mercado, a Cielo explicou que a recompra dessas ações tem como propósito fazer frente aos seus compromissos no “âmbito dos programas de remuneração, retenção e incentivo de seus colaboradores e administradores.


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