Economia

Comércio varejista deve ser menos impactado em nova rodada do auxílio emergencial

Por Fast Trade
08 abril 2021 - 07:00 | Atualizado em 08 abril 2021 - 07:51
governo central

Cerca de 31,2% do que for sacado pela população atendida pela nova rodada do auxílio emergencial serão gastos no comércio varejista. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a previsão é que o benefício gere um impacto oito vezes menor do que no ano passado.

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Nesse sentido, a CNC destacou que, em 2020, o comércio contou com a injeção de R$ 103,8 bilhões com recursos advindos do auxílio. Isso representa 35,4% do total destinado à população, montante que foi muito importante para a retomada econômica do comércio na primeira fase da pandemia.

Já na nova rodada do auxílio, a Confederação estima que R$ 12,75 bilhões devem ser gastos no setor varejista. Vale destacar que os valores pagos pelo auxílio emergencial em 2021 não se aproximam do montante distribuído em 2020.

A princípio, o benefício contou com parcelas de R$ 600, que depois foram reduzidas para R$ 300 ainda em 2020. Por outro lado, a previsão é que o programa pague cerca de R$ 250, que pode variar de R$ 150 a R$ 375.

Além disso, o número de pessoas contempladas pelo auxílio emergencial também será reduzido consideravelmente. Assim sendo, o programa pagou R$ 295 bilhões a 68 milhões de pessoas em 2020. Contudo, a previsão para o ano corrente é que o governo contemple apenas 45 milhões de pessoas, com um total de R$ 44 bilhões.

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Auxílio emergencial ainda será positivo ao comércio varejista e economia

No entanto, o presidente da CNC, José Roberto Tadros, encara o benefício como um estímulo à economia e garantia à população.

“É preciso observar que, a partir de setembro, quando o auxílio foi reduzido à metade, o varejo conseguiu manter as vendas aquecidas”, disse ele.

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Desse modo, Tadros ainda destacou outros fatores que impactam a capacidade de consumo da população, como, por exemplo, “o nível de isolamento social, as condições de crédito e a inflação”, por exemplo.

Por fim, acesse a análise completa e os Gráficos da Divisão Econômica da CNC sobre o impacto do novo auxílio emergencial no comércio varejista.

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