Mercados

Comércio global cresce 4,8% em julho, após recuo histórico no 2T20

Por Fast Trade
25 setembro 2020 - 16:12 | Atualizado em 25 setembro 2020 - 17:26
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Após a queda sem precedentes no segundo trimestre (-12,5%), decorrente da crise econômica provocada pelo coronavírus, o comércio global avançou 4,8% no mês de julho.

De acordo com os dados apresentados pelo Monitor Global de Comércio do Netherlands Bureau for Economic Policy Analysis (CBP), há um forte indício de recuperação.

Em contrapartida, os temores sobre uma nova onda de contágios, sobretudo na Europa, vêm pressionando os mercados e pode dificultar a retomada do comércio global.

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Importações e exportações

Conforme a reportagem do Valor Investe, essa não é a primeira vez que o fluxo global de exportações e importações mostrou sinais de recuperação. Em junho, por exemplo, o fluxo cresceu 7,9% na comparação com o mês imediatamente anterior.

Mesmo assim, a soma das valorizações não bastou para reverter as perdas dos dois primeiros meses do segundo trimestre, isto é, entre abril e maio.

Em ambos os casos, as perdas computadas marcaram os maiores declínios registrados desde o início da série histórica em 2020.

Para se ter uma ideia, a queda foi de 12,3% apenas em abril, período considerado por muitos especialistas do mercado como o “fundo do poço”.

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Por outro lado, dados do Kiel Institute for the World Economy, enviados a VEJA, mostram que em junho o comércio global de bens estava apenas cerca de 9% abaixo ao nível de fevereiro. A queda, contudo, foi acentuada entre fevereiro e abril (-15%).

O CPB considerou “impressionante” a recuperação vista nos Estados Unidos, uma vez que as importações e exportações cresceram 11% em julho.

Já na China, as exportações avançaram 9,5%, mas suas importações tiveram um desempenho mais singelo para o período, avançando apenas 0,5%. Por fim, as exportações cresceram 5,9% na zona do euro, seguido das importações (+4,1%).

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Suspensão das medidas restritivas no comércio global

O CPB ressalta a flexibilização das medidas restritivas para reduzir o tráfego e a aglomeração de pessoas como responsável pelo crescimento apurado no comércio global.

Embora o crescimento para o mês tenha sido mais enxuto que o de junho, o resultado indica a retomada do comércio, ainda que não completamente.

Outro fator essencial para essa aceleração do consumo global é as injeções trilionárias nas economias feitas pelos seus respectivos bancos centrais.

De acordo com a VEJA, somados os auxílios dos EUA, Japão, da Grã-Bretanha e da zona do euro, o valor é de aproximadamente 3,7 trilhões.

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