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Com PIB dos EUA, balanços corporativos, petróleo e Previdência, Ibovespa e dólar recuam

Por Pablo Vinicius Souza
26 abril 2019 - 12:18

Hoje o dia está movimentado na B3! O Ibovespa oscilava em queda devido ao embate de diferentes variáveis internas e externas. Nos EUA, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre evidenciando um crescimento de 3,2% pressionou os mercados e mostrou a força da economia americana.

A queda dos preços do petróleo no mercado internacional impactava negativamente os ativos da Petrobras, que atualmente participam de uma parcela significativa do índice geral. Por aqui, na abertura da temporada de balanços corporativos, o setor de varejo mostrou resultados fortes e bem acima do esperado.

Em contrapartida, os investidores ainda se sentem preocupados em como serão as próximas etapas na tramitação da reforma da Previdência na Comissão Especial, tendo em vista as dificuldades que a proposta enfrentou ainda na fase inicial de discussões na CCJ.

Nesse contexto, às 12h05 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira recuava 0,52%, aos 96.049 pontos, registrando um giro financeiro de R$3,353 bilhões.

Cotação do Dólar e juros futuros

O dólar comercial desvalorizava 0,71%, sendo cotado a R$3,92, nas mínimas do dia. Depois de abrir em alta, a divisa americana perdeu força contra o real e as demais moedas emergentes, em atenção à divulgação dos dados econômicos surpreendentes dos EUA.

Segundo operadores do câmbio, o que limitava o avanço do dólar neste momento são as perspectivas de que o Banco Central americano deverá manter a taxa de juros, do contrário se consolidaria o viés de alta da moeda americana diante da demonstração de fortalecimento do crescimento no país.

Os contratos de juros futuros operavam mistos, com aumento nas taxas de curto prazo e redução nas taxas do longo prazo. A reforma da Previdência continua direcionando as expectativas do mercado, sobretudo no que tange ao atraso na tramitação e a possível (ou quase certa) desidratação do texto.

O DI com vencimento para dezembro/2019 subia 0,31%, sendo negociado a 6,48% (6,46% no ajuste anterior), o DI para setembro/2020 avançava 0,73%, sendo comercializado a 6,90% (6,88% no ajuste anterior) e o DI para junho/2024 declinava 0,35%, sendo vendido a 8,65% (8,66% no ajuste anterior).

Manual do Imposto de Renda para Investidores

Mercado brasileiro

As ações de maior liquidez da Bovespa se alternavam entre perdas e ganhos, em uma sessão de muita oscilação. Com destaque para as mínimas do momento:

  • Fleury (FLRY3) -488%
  • Marfrig (MRFG3) -3,22%
  • Ultrapar (UGPA3) -3,91%
  • Cielo (CIEL3) -2,65%
  • JBS (JBSS3) -4,73%

Vale – Segundo notícia divulgada pelo Valor Econômico, a companhia Aliança Geradora de Energia, controlada pela Vale, está processando a mineradora e outras empresas envolvidas no rompimento da barragem de Fundão, em Mariana/MG, que causou danos à Hidrelétrica Risoleta Neves.

Também figuram como réus da ação a BHP, a Samarco e a Fundação Renova, na qual a companhia pede o pagamento de indenização referente aos danos emergentes e lucros cessantes no período entre 5/11/2015 e 25/05/2035.

Lojas Renner – As Lojas Renner abriu a temporada de balanços dos varejistas da moda, divulgando um lucro líquido de R$161,6 milhões no primeiro trimestre, mostrando um crescimento de 45% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A receita líquida de mercadorias somou R$1,650 bilhão, em um avanço de 18%, e houve expansão das vendas em 12,7% na base anual. Segundo o comunicado da empresa, o aumento da margem líquida ocorreu graças ao melhor resultado operacional, com a ampliação da margem Ebitda total ajustada.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) -1,34% Vale (VALE3) -0,83%
Petrobras (PETR4) -1,66% Embraer (EMBR3) +0,94%
Eletrobras (ELET3) -0,45% Banco do Brasil (BBAS3) +0,16%
Eletrobras (ELET6) -0,59% Cemig (CMIG4) +0,28%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,10% Usiminas (USIM3) -0,38%
Santander (SANB11) +0,66% CSN (CSNA3) -0,07%
Bradesco (BBDC3) +0,13% Gerdau (GGBR4) -0,96%

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