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Com exterior negativo e turbulências no cenário político, Ibovespa cai e dólar fecha na máxima de 2019

Por Pablo Vinicius Souza
06 março 2019 - 19:11

Em dia de pregão reduzido e de alta volatilidade, o Ibovespa reagiu à diferentes variáveis ao mesmo tempo. O mau humor dos índices em Wall Street gerou cautela nos investidores, que já estavam receosos frente à recente polêmica envolvendo uma publicação do presidente Jair Bolsonaro no Twitter, durante o feriado. Além disso, o mercado sentiu o reflexo do desempenho das ADRs brasileiras no exterior, apresentando leve correção no decorrer das negociações.

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Com isso, o benchmark da Bolsa brasileira encerrou com desvalorização de 0,41%, aos 94.217 pontos e um giro financeiro de R$8,640 bilhões. O dólar comercial disparou 1,48%, sendo cotado a R$3,83, atingindo a máxima de 2019. O ambiente desfavorável aos emergentes, sobretudo no mercado brasileiro, desencadeou o aumento no prêmio de risco do câmbio, levando os investidores a buscarem maior proteção na divisa americana.

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Os contratos de juros futuros fecharam em alta, realizando um movimento de ajuste positivo, mas moderado nas taxas de todos os períodos. O DI com vencimento para setembro/2019 aumentou para 6,45% (6,43% no ajuste anterior), o DI para junho/2021 saltou para 7,56% (7,52% no ajuste anterior) e o DI para junho/2025 avançou para 8,98% (8,93% no ajuste anterior).

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As principais blue chips encerraram majoritariamente em queda, com as empresas do setor bancário, a Cemig e a Eletrobrás liderando as perdas.

 Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou

Petrobras – A estatal iniciou sua fase vinculante do processo de venda em suas participações nos três campos terrestres que estão em produção, o Lagoa Parda, Lagoa Parda Norte e Lagoa Piabanha, localizadas no Espírito Santo. Os interessados na aquisição receberão cartas-convite com instruções para participação e envio das propostas, bem como os procedimentos sobre o desinvestimento e a “due diligence” que será formada. Este negócio está de acordo com os planos da companhia de oferecer ao mercado todos os ativos que não são essenciais.

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CSN – A global Morgan Stanley elevou a classificação da siderúrgica CSN de equalweight para overweight, com aumento do preço-alvo para R$15, em meio à junção do preço mais alto do minério de ferro e potencial aplicação de políticas de desinvestimentos na companhia, que deverá gerar uma considerável redução nos níveis de sua dívida líquida. Na sessão de hoje, as ações da CSN saltam mais de 9%, também pelas perspectivas de ajuste no Ebitda para R$7,5 bilhões em 2019 (ante a previsão de R$7 bilhões formulada em dezembro).

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

Petróleo – Os preços dos contratos futuros de petróleo encerraram sem apresentar uma direção comum, refletindo os cortes de produção da Opep e a divulgação do aumento dos estoques nos EUA acima do esperado. A expectativa era de ter um aumento de 1,6 milhão de barris na semana passada, porém, o número apurado foi de 7,069 milhões. Em contrapartida, os estoques de gasolina diminuíram em 4,227 milhões, ante a projeção de redução em apenas 1,9 milhão. O petróleo WTI para abril caiu 0,60%, com cotação de US$56,22 o barril, já o Brent para maio subiu 0,19%, com cotação a US$65,99 o barril.

Relatório Especial: Fundos Imobiliários

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo01/0306/03Ativo01/0306/03
Petrobras (PETR3)-2,21%+0,96%Vale (VALE3)-0,76%+2,80%
Petrobras (PETR4)-1,33%+0,22%Embraer (EMBR3)-0,63%+1,11%
Eletrobras (ELET3)-3,62%-1,12%Banco do Brasil (BBAS3)+1,40%-1,38%
Eletrobras (ELET6)-3,80%-0,61%Cemig (CMIG4)-2,36%-1,42%

 

SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Ativo01/0306/03Ativo01/0306/03
Itaú Unibanco (ITUB3)-1,11%-0,85%Usiminas (USIM3)-0,18%-0,18%
Santander (SANB11)-1,42%-1,65%CSN (CSNA3)+5,89%+9,39%
Bradesco (BBDC3)-2,93%-0,55%Gerdau (GGBR4)-0,73%00%

 


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