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Com eleições no Congresso e dados de empregos dos EUA, Ibovespa oscila e dólar cai a R$3,65

Por Pablo Vinicius Souza
01 fevereiro 2019 - 15:52

O pregão de hoje iniciou repleto de expectativas. No cenário doméstico, a abertura da sessão legislativa ocorreu com a posse de deputados e senadores pela manhã e, ao final da tarde, será realizada a votação para a presidência das respectivas casas do Congresso. No cenário externo, a divulgação dos dados de empregos dos EUA trouxe euforia ao mercado, que esperava um quantitativo muito inferior aos 304 mil novos postos de trabalho gerados em janeiro, considerando os resultados de períodos anteriores.

As 14h05 (horário de Brasília), o Ibovespa, que operava em alta desde a abertura, oscilava próximo à estabilidade, registrando uma valorização de 0,02%, aos 97.411 pontos e um giro financeiro de R$4,441 bilhões. O dólar comercial tinha redução de 0,08%, sendo cotado a R$3,65, em um dia de alta volatilidade no câmbio. Os investidores seguem ajustando posições devido às perspectivas de mudanças no cenário político brasileiro e no ritmo positivo dos mercados internacionais.

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Os contratos de juros futuros apresentavam um movimento de queda nas taxas, no compasso das flutuações da divisa americana. O DI com vencimento para dezembro/2019 caía 0,63%, sendo vendido a 6,34% (6,38% no ajuste anterior), o DI para março/2022 tinha redução de 0,90%, sendo negociado a 7,73% (7,80% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2027 desabava 2,18%, sendo comercializado a 8,98% (9,04% no ajuste anterior).

As blue chips operavam entre altas e baixas, refletindo as nuances do ambiente externo. As ações da Vale começaram o mês de fevereiro com ganhos, embora os desdobramentos da tragédia de Brumadinho tenham influenciado negativamente a opinião pública e levado a companhia à maior queda já registrada em sua história.

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A Petrobras também avançava, acompanhando o aumento nos preços do petróleo e com boas projeções para a nova rodada do processo de venda de ativos que havia sido suspensa. Ainda no radar, os petroleiros da maior refinaria da estatal, a Replan, protestaram contra o processo de desinvestimento na área, que deverá trazer demissões, redução de direitos dos funcionários e precarização das condições gerais no trabalho.

 

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) +0,74% Vale (VALE3) +0,88%
Petrobras (PETR4) +0,47% Embraer (EMBR3) -0,05%
Eletrobras (ELET3) -0,11% Banco do Brasil (BBAS3) -0,52%
Eletrobras (ELET6) -1,15% Cemig (CMIG4) -1,08%

 

SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -0,87% Usiminas (USIM3) -0,52%
Santander (SANB11) +0,83% CSN (CSNA3) -0,98%
Bradesco (BBDC3) -1,02% Gerdau (GGBR4) -1,21%

 


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