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Com disputa entre Fed e Previdência dos Militares, Ibovespa desaba 1,55% e dólar recua a R$3,76

Por Pablo Vinicius Souza
20 março 2019 - 18:35

Conforme o esperado, a agenda desta quarta-feira agitou os mercados. Nos Estados Unidos, a decisão do Federal Reserve em manter a taxa básica de juros dentro do intervalo de 2,25% a 2,50% renovou o ânimo dos investidores ao redor do mundo, além de ter afastado os temores sobre possíveis aumentos em 2019. A notícia levou o Ibovespa a zerar perdas, mas não conseguiu sustentar o movimento de alta, que sofreu grande pressão após a entrega da proposta de Reforma da Previdência dos militares ao Congresso.

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A medida propõe gerar aos cofres públicos uma economia de R$10,45 bilhões em dez anos, um valor muito abaixo do esperado e que levou o índice geral a aprofundar perdas. No final da sessão, o benchmark da Bolsa brasileira encerrou em desvalorização de 1,55%, aos 98.041 pontos e um volume financeiro de R$11,149 bilhões. O dólar comercial fechou com recuo de 0,61%, sendo cotado a R$3,76, no menor patamar desde fevereiro. Com as últimas decisões, as perspectivas indicam para o fortalecimento do real contra a divisa americana, em meio a um ambiente mais favorável para ativos de risco.

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Os contratos de juros futuros encerraram em queda nas taxas em todos os períodos, reagindo às declarações do Fed, que sinalizaram para um período de afrouxamento monetário. Com isso, o cenário fica muito interessante para os mercados emergentes e gera alterações profundas no balanço de riscos, favorecendo o declínio das taxas. O DI com vencimento para novembro/2019 recuou para 6,32% (6,35% no ajuste anterior), o DI para setembro/2021 caiu para 7,32% (7,39% no ajuste anterior) e o DI para março/2023 reduziu para 7,98% (8,11% no ajuste anterior).

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As ações de maior liquidez do Bovespa acentuaram perdas na sessão. Liderando a ponta negativa estão Santander (SANB11/ -2,64%), Cemig (CMIG4/ -2,83%), Banco do Brasil (BBAS3/ -2,49%), Vale (VALE3/ -2,93%) e Eletrobras (ELET3/ -2,82%)

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Embraer – A Embraer divulgou internamente a nova estrutura organizacional que será utilizada após a conclusão da joint venture com a Boeing, cujo prazo de término está previsto para o final do ano. No noticiário da companhia, três novos líderes foram nomeados como parte da estratégia de fortalecimento da presença em nível global: Marc Allen, para o cargo de vice-presidente sênior da Boeing e presidente da parceria com a Embraer; Sir Michael Arthur, como presidente da Boeing Internacional e John Slattery, nomeado presidente e CEO da joint venture da avião comercial e serviços relacionados Boeing e Embraer.

Petrobras – A Petrobras comunicou, através de sua subsidiária Petrobras Global Finance, a realização da oferta de US$3 bilhões em títulos no mercado de capitais internacional, sendo destes, US$750 milhões para a reabertura dos títulos com vencimento em 2029 e US$2,25 bilhões para a emissão novos títulos com vencimento em 2049. Segundo a estatal, a demanda foi muito maior que a oferta, totalizando 467 ordens e 305 investidores distribuídos entre Europa, Ásia, Estados Unidos e América Latina.

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COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 19/03 20/03 Ativo 19/03 20/03
Petrobras (PETR3) +1,64% 00% Vale (VALE3) +2,68% -2,93%
Petrobras (PETR4) +1,43% -1,06% Embraer (EMBR3) -1,72% -1,75%
Eletrobras (ELET3) +0,58% -2,82% Banco do Brasil (BBAS3) -2,08% -2,49%
Eletrobras (ELET6) -0,26% -1,53% Cemig (CMIG4) -0,54% -2,83%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 19/03 20/03 Ativo 19/03 20/03
Itaú Unibanco (ITUB3) -1,06% -1,45% Usiminas (USIM3) +4,09% -0,66%
Santander (SANB11) -1,13% -2,64% CSN (CSNA3) -3,56% +0,77%
Bradesco (BBDC3) -1,97% -2,29% Gerdau (GGBR4) +1,80% -1,77%

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