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Com cenário externo indefinido e expectativas pela Previdência, Ibovespa e dólar operam em queda

Por Pablo Vinicius Souza
08 janeiro 2019 - 12:23
Eleições nos EUA e cenário interno devem aumentar a volatilidade do Ibovespa

Á espera de uma solução definitiva na guerra comercial entre EUA e China, o Ibovespa reagia à volatilidade do mercado, oscilando forte durante as primeiras horas do pregão. Ás 12h10 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira caía 0,31%, a 91.418 pontos, depois de já ter testado o patamar de 92 mil, com a expectativa pela divulgação do desenho estrutural da reforma da previdência. As novidades do cenário político prometem apimentar as movimentações ao longo do dia.

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O dólar comercial operava em leve queda de 0,16%, sendo cotado a R$3,72, após passar alguns ajustes na sessão. Os investidores acompanham de perto as movimentações do governo de Jair Bolsonaro sobre a concretização da agenda de reformas, para ajustarem suas posições no câmbio. Segundo os analistas, enquanto não houver sinais claros de que tais medidas serão implementadas, dificilmente o dólar será negociado abaixo de R$3,70.

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Os contratos de juros futuros de curto prazo registravam leve alta e os de longo prazo operavam em baixa. A divulgação da produção industrial brasileira em novembro, com um pequeno aumento de 0,1%, revelou que a recuperação econômica será mais demorada do que o mercado havia previsto, resultando na manutenção da taxa de juros em 6,5% ao ano, por mais tempo.

O DI com vencimento para dezembro/2019 subia 0,15%, sendo comercializado a 6,60% (6,58% no ajuste anterior), o DI para junho/2021 permanecia estável, no valor de 7,76% e o DI para dezembro/2025 tinha queda de 0,55%, sendo vendido a 9,11% (9,18% no ajuste anterior).

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

As blue chips apresentavam um desempenho negativo, com o setor bancário e o setor siderúrgico acentuando perdas. As ações da Petrobras valorizavam acompanhando a alta dos preços do petróleo e em atenção à notícia de que a estatal emitirá, dia 15 de janeiro, R$3 bilhões em debêntures nominativas, escriturais, simples e não conversíveis em ações, para financiar a atividade de cessão onerosa.

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3)+0,53%Vale (VALE3)-0,06%
Petrobras (PETR4)+0,28%Embraer (EMBR3)-0,14%
Eletrobras (ELET3)+0,59%Banco do Brasil (BBAS3)-1,59%
Eletrobras (ELET6)-0,15%Cemig (CMIG4)-2,23%

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou

SETOR BANCÁRIOSETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3)-1,25%Usiminas (USIM3)-1,14%
Santander (SANB11)-0,75%CSN (CSNA3)-0,51%
Bradesco (BBDC3)-1,58%Gerdau (GGBR4)+0,06%

 


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