Agronegócio

Com alta da Selic, cresce demanda por crédito controlado

Por Fast Trade
29 setembro 2021 - 06:57 | Atualizado em 29 setembro 2021 - 08:22
PIB do agronegócio

Com a escalada da Selic, os produtores irão demandar ainda mais crédito a juro controlado nesta safra. O mercado projeta que os recursos obrigatórios para o segmento nos bancos, com ou sem equalização, dure apenas até o final do ano.

Os 165,2 bilhões ofertados em julho com taxas pré-fixadas tiveram ainda mais demanda com a Selic a 6,25%. Sendo assim, devem se esgotar mais cedo do que previsto. Do montante, R$ 89 bilhões têm equalização federal.

+ Relatório Alocação de recursos: Baixe agora!

 Os bancos privados estimam que para o próximo ano são taxas entre 12,5% e 15% para operações de custeio. Os novos valores, portanto, podem mexer com os custos de produção do campo.

Taxas mais elevadas

De acordo com as instituições, as operações já estão precificadas dentro da realidade dos juros futuros. “Os custeios com recurso de tesouraria já estão com taxas acima de 12,5% para operações até 12 meses. A Selic de 12 meses está com custo próximo de 10%”, disse Roberto França, diretor de Agronegócios do Bradesco.

Com juros futuros perto de 10%, spread de 3% e custos de inadimplência de 2%, a situação pode ser pior. Com efeito, os juros podem chegar a 15% ao ano com o crédito livre. Dessa forma seria mais do que o dobro da taxa para médios produtores.

“Devemos ter o recurso obrigatório totalmente aplicado neste semestre, e vamos trabalhar em 2022 com Cédula de Produto Rural (CPR) e recursos livres, como de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)”, disse França.

+ Guia de A a Z de como se tornar um trader

Os analistas ainda apontam para um segundo problema com a alta dos juros. Quanto maior a diferença entre os patamares anteriores e presente, mais o governo precisa desembolsar para a equalização.

Para esta safra o governo havia estimado R$ 13 bilhões em equalização de juros. Sendo que R$791 milhões serão aplicados este ano, R$2,8 bilhões em 2022, R$2,1 bilhões em 2023 e R$7,2 bilhões nos anos subsequentes.

Os consultores, por sua vez, afirmam que as taxas livres estão bem maiores do que o esperado. Dessa maneira, os produtores precisam pensar duas vezes antes de ampliarem as produções. A solução poderia ser as linhas do Banco do Brasil com taxas pré-fixadas de 8,5% a 10,5% ao ano.

Quer ficar informado de todas as novidades sobre o mercado financeiro? Então participe do Canal do Fast Trade no Telegram acessando o link: https://t.me/plataformafasttrade

Com alta da Selic, cresce demanda por crédito controlado

Leia também:

A.M. Dias Branco compra Latinex e inicia entrada no mercado de ‘healthy foods’

Dólar avança a R$5,42 e atinge o maior patamar de fechamento desde maio


Sobre o autor