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Cogna diz que captações de ensino superior no trimestre crescem com ‘equilíbrio’

Por TradersClub
18 outubro 2019 - 10:35

Os processos de captação e rematrícula de graduação da Cogna Educação cresceram ao longo do terceiro trimestre, mostrando desempenho sólido nos segmentos presencial e de educação a distância, e buscando equilíbrio entre volumes, preços médios e geração de caixa – ponto de preocupação entre os investidores da maior empresa de educação com fins lucrativos do mundo.

O segmento Kroton, vertical de negócios de graduação B2C da Cogna, mostrou crescimento anual de volume de ingressantes de 1,5%, excluindo os alunos do programa governamental ProUni, e um aumento na receita de captação de 19% na base anual. No segmento presencial, a receita da captação foi 16% superior à do mesmo período do ano passado, enquanto a do EAD teve alta anual de 27%, disse a companhia em fato relevante. Segundo a Cogna, o segmento Kroton “priorizou nessa captação a geração de valor, buscando construir uma base de entrantes robusta, com mais receita e maior geração de caixa”.

Os números devem impactar o preço da ação da Cogna, antiga Kroton, no pregão de hoje, disseram traders e membros da comunidade TC. Os dados também corroboram a estratégia do presidente da empresa, Rodrigo Galindo, de não dar foco exclusivamente no número de ingressantes, ou seja, nos volumes, e sim na qualidade dessas captações – ou seja, manter ou elevar o valor das matrículas e reduzir o gasto que a companhia tem para atrair alunos. Galindo estabeleceu uma política de precificação dinâmica que reduziu a concessão de bolsas, descontos e parcelamentos.

No Ensino Presencial, o destaque foi a evolução dos alunos pagantes ex-Fies e ex-parcelamento PEP, que contou com aproximadamente 53 mil novos alunos no período – alta de 14,6% na base anual. No contexto dos indicadores de evasão, houve uma piora anual de 1 ponto percentual, a 13,90% na base anual, na taxa do ensino presencial, tendência já antecipada por Galindo, porém em menor escala do que foi verificado no trimestre anterior. “Esse desempenho reflete a mudança no perfil da base de alunos, com redução de alunos FIES, que, dadas as características originais do programa, eram menos propensos a evadir.”

A ação ON da Cogna sobe 20% no ano, o segundo pior desempenho na B3 entre companhias do segmento – só perde para a Ânima Educação. O papel negocia a 19,3 vezes lucro estimado para 2019, comparado com 12 vezes para a YDUQS e 13 vezes para a Ser Educacional.


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