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COGN3: Cogna prevê geração de caixa de R$ 1 bilhão em 2024, com foco no digital

Por Fast Trade
14 dezembro 2020 - 11:58 | Atualizado em 14 dezembro 2020 - 13:33
Gráfico de ações candlestick

A Cogna (COGN3) divulgou hoje que estima um aumento de R$ 230 milhões na geração de caixa em 2024, para R$ 1 bilhão. O salto da geração de caixa pós-capex vem como resultado dos investimentos da empresa em bens de capital e em pesquisa.

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Em fato relevante, a Companhia apresentou ao mercado outros indicadores para o mesmo período, como em relação ao Ebitda. Nesse sentido, a Cogna pretende mais do que dobrar o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização recorrente.

Assim, a expectativa é que o Ebitda salte de R$ 1 bilhão previsto para 2020 e chegue aos R$ 2,4 bilhões em 2024. As novas projeções do guidance foram divulgadas no dia em que a Companhia se reúne com investidores e analistas.

Fontes de receita da COGN3

Vale destacar que as estimativas otimistas levam em consideração a recente reestruturação promovida pela Companhia. Desse modo, a Cogna reduziu em 25% sua estrutura de graduação presencial, sobretudo por causa da menor oferta do Fies.

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Ainda assim, o negócio segue performando como a maior fonte de receita do grupo, mas abre cada vez mais espaço para os cursos digitais. Com a falta do programa de financiamento estudantil de curso superior do governo (Fies), esses cursos digitais são beneficiados.

Além de serem mais econômicos e acessíveis (uma vez que a mensalidade chega a ser 3,5 vezes menor), também foram impulsionados pela pandemia.

Em razão das restrições à atividade, o ambiente online cresceu. Há, inclusive, a expectativa de que o setor continue com uma demanda ampliada mesmo em um cenário pós-covid.

Só para ilustrar os impactos do atual cenário, a Cogna mostrou que 573 mil pessoas estavam matriculadas nos cursos digitais no 3T20. Aqui, a mensalidade gira em torno de R$ 211, conforme destacou a Cogna.

No mesmo período, haviam 245 mil pessoas matriculadas no ensino presencial, cujo tíquete médio é de R$ 734.

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De acordo com o presidente da Cogna, Rodrigo Galindo, a previsão é que 2021 continue registrando queda de receita. O principal responsável por esse recuo é o fato de que a mensalidade do digital é menor do que a do ensino presencial.

Por outro lado, ele destacou que o Ebitda crescerá, assim como a geração de caixa operacional.

Posteriormente, para 2022, “entramos numa curva de inflexão positiva e a partir daí crescemos nesses três indicadores”, disse.

Incentivos da Cogna

A fim de impulsionar a rentabilidade, a Cogna Educação adotou um programa de incentivo aos executivos. Além disso, definiu que, a partir do ano que vem, só receberá pagamentos dos financiamentos próprios concedidos a alunos.

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Essa medida decorre da redução da oferta do Fies, em 2015, mas havia deixado de ser concedida em 2020.

Já em relação a sua estratégia de transformação digital, a Cogna lançou um marketplace de ensino superior, segundo reportagem do Valor Econômico. Esse marketplace, ainda de acordo com o jornal, inicia um conglomerado 16 marcas pertencentes ao grupo.

Desse modo, a nova plataforma nasce com um milhão de alunos e hospedará cursos de graduação, livres, técnicos e de idiomas. Ademais, há indícios de que os  serviços de agência de empregos e financeiros serão oferecidos, como o cashback, por exemplo.

Assim sendo, cada usuário da plataforma terá parte do seu dinheiro gasto dentro dela devolvido para investir em outro produto do grupo.

Contudo, esses ganhos não estão incluídos nas projeções de Ebitda e caixa para 2024.

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