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China pode parar de importar soja dos EUA como retaliação e Brasil se beneficiaria

Por Eloiza Amaral
30 maio 2019 - 11:54
soja brasileira; agronegócio
Foto: Federação das Industrias do Estado do Paraná.

O China deve parar de importar soja dos Estados Unidos como uma forma de represália ao país em meio à crise comercial. As informações foram divulgadas pela agência de notícias Bloomberg nesta quinta feira (30).

Vendedores do produto nos Estados Unidos afirmam que não receberam novas encomendas vindas da China, que é a maior compradora da commoditie no mundo. Estes produtores também não acreditam que as vendas devem ser retomadas a curto prazo.

“As empresas públicas de grãos não receberam novas encomendas para continuar as compras [de soja] e não esperam que isso aconteça devido à falta de acordo nas negociações comerciais”, disse a Reuters.

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Esta manobra pode favorecer o Brasil, que é o segundo maior produtor de soja do globo. Desde o início das tensões entre as potências, as importações brasileiras de soja para a China já cresceram mais de 50% e para a suprir a demanda de cerca de 1,4 bilhão de pessoas as estimativas são de que nossos negócios sigam o rumo de expansão.

Em fevereiro, o secretário de Agricultura dos EUA Sonny Perdue declarou que a China se comprometeu a comprar dez milhões de toneladas adicionais de soja dos EUA.

Uma dúvida foi gerada em torno disso, pois segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a China ainda deve comprar cerca de sete milhões toneladas de soja para cumprir o acordo. No momento, esta compra se tornou incerta.


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