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China nega autorização para habilitação de mais frigoríficos brasileiros

Por Eloiza Amaral
20 março 2019 - 15:15
carne bovina

Conforme informaram três fontes consultadas pelo jornal Valor Econômico, o serviço sanitário do país asiático recusou a proposta feita pelo Ministério da Agricultura do Brasil de que mais frigoríficos fossem a autorizados a exportar carnes à China.

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A China é a maior compradora de carnes do Brasil. Só no ano passado, nós lucramos US$2,5 bilhões com vendas, sendo que, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pelo Ministério da Agricultura, esse valor representou 17% da receita de US$14,7 bilhões oriunda das exportações de carnes.

Em novembro do ano passado, os técnicos sanitários do país visitaram 10 abatedouros de aves e bovinos, de grandes marcas como JBS, Minerva e Marfrig, que alimentaram esperanças quanto o aumento de vendas. Pequim chegou a sinalizar que as visitas serviriam como amostragem para as autoridades sanitárias do país apreciarem uma lista de abatedouros que estavam em processo avançado para a habilitação de credenciamento.

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Fontes afirmaram que o relatório destas visitas exigirá um novo plano de ação para os frigoríficos exportadores, e só então o processo será retomado, fazendo com demore mais para acontecer habilitações inéditas.

Além de questões comerciais, há ainda uma tensão de que esta decisão seja o reflexo de declarações hostis feitas por representantes do governo brasileiro, inclusive o presidente Jair Bolsonaro, que criticou a China durante a campanha eleitoral. Na semana passada, por exemplo, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse durante uma cerimônia que não venderá a alma para exportar soja e minério de ferro, ambos produtos que tem os chineses como maiores compradores.

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“Eu digo ao presidente: amamos os americanos, mas me deixe fazer comércio com quem for mais vantajoso”, disse o ministro Paulo Guedes em Washington. Esta declaração pode servir para acalmar os ânimos entre os chineses.

As cotações para os frigoríficos brasileiros citados anteriormente, nesta tarde, são:

BRF (BRFS3)+0,17%
Marfrig (MRFG3)+0,65%
Minerva (BEEF3)+1,54%

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