Agronegócio

China importa volume recorde da soja brasileira em junho

Por Fast Trade
27 julho 2020 - 07:30 | Atualizado em 27 julho 2020 - 10:29
soja brasileira; agronegócio
Foto: Federação das Industrias do Estado do Paraná.

Dados da alfândega chinesa divulgados na véspera (26) mostraram que a potência asiática importou um volume recorde da soja brasileira no mês de junho.

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Esse resultado foi impulsionado pela crescente demanda local pela commodity por causa da recuperação dos rebanhos suínos do país após os surtos de peste suína.

A China, que ocupa o posto de principal comprador de soja em todo o mundo, importou 10,51 milhões de toneladas da soja brasileira no período.

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Isso representa um salto de 91% frente aos 5,5 milhões de toneladas importadas em 2019, conforme mostrou a Administração Geral das Alfândegas.

Na comparação com o mês anterior, os números de junho referentes a oleaginosa também saltaram de modo considerável (+18,6%), para 8,86 milhões de toneladas.

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No total, a potência asiática importou 11,16 milhões no mês, volume recorde, uma vez que os processadores chineses também aproveitaram os preços brasileiros mais baixos.

Se por um lado a importação da soja brasileira cresceu, a China reduziu em 56,5% a importação da soja dos Estados Unidos, totalizando 267.553 toneladas.

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Na comparação com maio a queda foi acentuada, assim como o comparativo anual, já que as importações caíram 45,6% de um mês para o outro. Vale mencionar a escalada das tensões sino-americanas, o que afeta a relação comercial.

Soja será principal exportação do Brasil pelo 6º ano seguido

De acordo com a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), a soja brasileira será o principal produto exportado em 2020, seguida de outras commodities.

Diante da forte demanda pela oleaginosa, os embarques da soja até a terceira semana de julho superaram a projeção para o ano inteiro.

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Até o período, o Brasil exportou 66,5 milhões de toneladas ante uma projeção de 78,5 milhões para o acumulado de 2020, puxado principalmente pela China.

Além disso, o câmbio tem sido destacado como um fator favorável às commodities que, por sua vez, favorece a balança comercial.

O câmbio também contribuiu para que o setor agropecuário fosse um dos menos afetados pela pandemia que abalou a participação dos produtos industrializados na lista da AEB.

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Livre comércio

Na semana passada, o ministro conselheiro da Embaixada chinesa no Brasil, Qu Yuhui, demonstrou interesse em estabelecer um acordo de livre comércio com o Brasil.

O Brasil tem conseguido ocupar fatia significativa do mercado chinês, com 30% da importação. O potencial é muito grande, não podemos ficar por aí”, avaliou.


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