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Chefes de Estado do G7 vão ajudar no combater aos incêndios da Amazônia

Por Bruna Santos
26 agosto 2019 - 09:12

Os chefes de Estado que compõem o G7 concordaram sobre o envio de ajuda aos países afetados pelos incêndios da região Amazônica “o mais rápido possível”, declarou o presidente da França, Emmanuel Macron.

Antes do encontro, Macron já havia colocado os incêndios amazônicos no topo da agenda da cúpula, após declará-los emergência global.

Ele disse ainda que os líderes buscam uma solução para ajudar a extinguir o fogo, bem como reparar os danos.

Quando o incêndio cessar, o reflorestamento passará a ser discutido com o Brasil, sinalizou a chanceler alemã, Angela Merkel.

Em um posicionamento controverso ao apoio dos chefes de Estado, o presidente francês ameaçou não ratificar o acordo de livre-comércio assinado entre União Europeia e Mercosul.

Segundo ele, o presidente Jair Bolsonaro “mentiu” sobre as ações oriundas de sua gestão a fim de preservar a Amazônia.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, criticou a postura de obstrução para pressionar o Brasil contra incêndios florestais.

Um porta-voz de Merkel concordou, afirmando que a não conclusão do acordo “não é a resposta apropriada para o que está acontecendo no Brasil”.

No domingo, Bolsonaro disse que sempre buscou diálogo com líderes do G7 diante das pressões externas em função dos incêndios.

“Meu muito obrigado a dezenas de chefes de estado que me ouviram e nos ajudaram a superar uma crise que só interessava aos que querem enfraquecer o Brasil!”, escreveu ele no Twitter.

Por aqui, um despacho de Bolsonaro, publicado em edição extra do Diário Oficial da União, autorizou o emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios florestais no Acre, Mato Grosso e Amazonas.

Por outro lado, o ministério da Economia informou em nota ter aprovado o descontingenciamento imediato de R$ 38,5 milhões do orçamento da Defesa para custear os trabalhos de combate aos incêndios conduzidos pelas Forças Armadas.


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