Agronegócio

Certificação da OIE amplia o acesso da carne brasileira a outros mercados

Por Fast Trade
27 maio 2021 - 16:09 | Atualizado em 27 maio 2021 - 17:51
carne bovina

A Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) certificou novas zonas livres de febre aftosa sem vacinação, ampliando o acesso da carne brasileira a outros mercados.

Segundo o Ministério da Agricultura, as negociações internacionais já começaram visando abrir novas parcerias para exportação de proteína bovina e suína.

Isto porque, a OIE reconheceu os estados Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia, parte do Amazonas e parte do Mato Grosso do Sul como regiões livres da doença. Vale lembrar que somente o estado de Santa Catarina possuía este certificado, sendo o único a efetuar embarques mais amplos.

Ao todo, cerca de 44,5 milhões de cabeças de gado estão aptas para a comercialização, após garantir o selo oficial internacional, o que tende a elevar a participação do setor na economia.

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Nesse sentido, a chancela da organização é muito importante para o produto nacional penetrar em mais países, além de contribuir com a redução dos custos com a imunização anual dos animais.

Mesmo assim, o Ministério ainda não possui uma estimativa de quanto será o aumento em volume de exportações ou de receitas com a atividade. Dentre os mercados preferenciais pode-se citar o Japão, a Coreia do Sul e os Estados Unidos, que apresentam muitas exigências sanitárias.

Além disso, para a carne suína, a intenção dos produtores é aumentar o portfólio de produtos para o comércio com os atuais parceiros, incluindo carne com osso e miúdos. O objetivo é oferecer mais opções de produtos para fortalecer o relacionamento com clientes de peso como a China e o Chile.

Consequências da Certificação e projeções para o mercado de carnes

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, José Guilherme Leal, o setor privado tem muito interesse em entrar no mercado japonês e as negociações já estão avançadas.

Apesar disso, o secretário reconhece que cada país possui processos burocráticos próprios, de modo que não é possível estabelecer um prazo certo para o início dos embarques. Em primeiro lugar, algumas autoridades devem receber os documentos e remeter para as equipes de auditoria, antes de emitir qualquer decisão formal.

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No entanto, outros países que possuem um sistema equivalente, como o Canadá, podem emitir a liberação já a partir da confirmação do novo status.

Para exemplificar o impacto que isso trará ao mercado de carnes brasileira, temos que considerar a situação de Santa Catarina. Antes da certificação, o estado exportava cerca de 184 mil toneladas de carne suína, avançando para mais de 523,4 toneladas em 2020.

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