Economia

Cenário externo também será fator de pressão na Selic, segundo os analistas

Por Fast Trade
15 julho 2021 - 06:21 | Atualizado em 15 julho 2021 - 07:03

Apesar de o Banco Central ter iniciado o aperto monetário, o cenário externo também será um fator de pressão na Selic, segundo os analistas.

Diante de um cenário de pressões inflacionárias nos Estados Unidos e redução gradual das compras de ativos pelo Federal Reserve, o ambiente tende a continuar favorável aos emergentes.

No entanto, Carlos Kawall, diretor da ASA Investments, acredita que a alta persistente dos preços em território americano mostrou sinais de resiliência e isso pode antecipar o aumento nas taxas de juros do país.

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“A chance do Fed antecipar esse movimento tem crescido” – disse o diretor, acrescentando que o fato pode levar o BC a elevar o juro básico em 1% em agosto.

Kawall vê grande possibilidade de ocorrer um aumento de juros nos EUA já em 2022, indicando que a reunião de julho pode sinalizar o viés. “O endurecimento da política monetária americana contribuiria mais com essa linha, de fazer o cenário mais adverso para emergentes” – comentou.

Acima de tudo, a ASA estima que a Selic vai encerrar 2021 em 7%, embora haja forte tendência de alta acima deste patamar.

Outras visões apostam na mesma trajetória

Na mesma linha, o economista-chefe da XP Asset Management, Fernando Genta, acredita que os dirigentes vão entregar uma posição mais clara sobre a condução dos juros no simpósio de Jackson Hole, em agosto, com possível formalização em setembro.

“A nossa dúvida é sobre se o “tapering” terá início no fim do quarto trimestre ou no início de 2022” – explicou o executivo.

Nesse sentido, a XP Asset considerou que o núcleo de inflação nos EUA pode voltar à tendência histórica em 2022 e ficar abaixo da meta de 2%.

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Além disso, ele acredita que a mudança na composição da diretoria do ano que vem reforça a visão de alta nos juros somente em 2023.

Mesmo assim, qualquer movimento lá tem reflexo aqui, tendo em vista que o BC apresentou um boxe sobre a situação do Fed no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de junho.

“O modelo do BC já leva em conta a taxa de juros dos EUA. Isso não está à margem do processo de projeção” – argumentou Genta.

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