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Cautela, realização leva a queda nas bolsas; temores com tensão EUA-Irã persistem

Por TradersClub
21 junho 2019 - 09:37
ações da Ásia

Os futuros das bolsas norte-americanas recuavam na manhã de esta sexta-feira, em linha com a fraqueza vista nos mercados asiáticos e europeus, com o investidor se debatendo entre o sinal de afrouxamento monetário emitido por alguns dos maiores bancos centrais do mundo ao longo da semana e a escalada das tensões geopolíticas.

Ontem, os bancos centrais do Japão e do Reino Unido aderiram à tese de que as incertezas econômicas e geopolíticas sugerem política monetária frouxa, levando o índice S&P500 a fechar na máxima histórica. Porém, a notícia de que o presidente americano Donald Trump havia autorizado um ataque ao Irã após a derrubada de um drone, e depois cancelado a decisão, levou o ouro a negociar acima de US$1.400 a onça pela primeira vez desde 2013. Hoje, o euro avançava depois que dados dos PMI da região mostraram que a atividade na região estabilizou em maio.

O investidor já olha para a semana que vem, com os eventos mais relevantes sendo a reunião entre Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, na a cúpula do G-20 no Japão e onde deve ser discutido como sair do impasse nas negociações comerciais entre os dois países. O risco geopolítico também está no quadro, depois da confirmação de que Trump havia aprovado o ataque contra o Irã.

BOLSAS

As bolsas asiáticas fecharam a maioria em queda, lideradas pelo índice Nikkei 225, na bolsa de Tóquio, que recuou 0,95%. Os futuros do índice S&P500 declinaram 0,18% por volta das 08h00, primeira e maior queda em uma semana. O índice pan-europeu Stoxx600 perdia 0,22%, enquanto os futuros do MSCI Emerging Market Index – um índice referência para os mercados emergentes – também cediam terreno. O VIX, que mede a volatilidade, subia 0,34% a 14,80 – mostrando um movimento pontual de aumento na aversão ao risco.

MOEDAS E JUROS

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar americano ante seus principais pares, recuava 0,04% em um dia volátil. O euro subia 0,12% a US$1,1307, perto do maior nível em uma semana, após dados dos PMIs da região e de vários países mostrarem números acima do consenso. A libra britânica recuava com receio de que uma saída abrupta da União Europeia esteja mais perto do que o mercado imagina. O rendimento dos Treasuries de anos aumentou 2 pontos-base para 2.043%, em linha com as altas nos juros dos títulos soberanos da maioria dos países europeus – com a expectativa de que dados dos PMI dos EUA mostrem alguma estabilização após leituras medíocres em meses recentes.

COMMODITIES

O petróleo continuou o rali de ontem, com o WTI saltando 1,33%, na esteira da maior tensão geopolítica entre os EUA e o Irã. O contrato do ouro, que recuava mais cedo hoje, voltou a subir e está na beira de atingir os US$1.400 a onça de novo. O futuro do minério fechou em 820 iuanes a tonelada, após atingir 835 iuanes na madrugada de hoje, refletindo o ambiente volátil do pregão de hoje.


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