Agronegócio

Carne bovina tem recorde de embarques em janeiro; demanda por suínos declina

Por Fast Trade
03 fevereiro 2022 - 17:05 | Atualizado em 03 fevereiro 2022 - 18:57
carne bovina brasileira
Créditos: shutterstock.com

Em janeiro, as exportações de carne bovina alcançaram recorde, contribuindo com o aumento nos preços da arroba do boi no mercado interno. Conforme o indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, a cotação da proteína chegou a R$ 338,46 por arroba, tomando como base o estado de São Paulo.

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Da mesma forma, na comparação ao mês anterior, o preço subiu 5,5% e na variação anual, o aumento foi de 2,36%, segundo informações da Cepea.

Por sua vez, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), no mês passado, registrou embarques de 140 mil toneladas de carne bovina, em um crescimento de 31% em relação a igual período de 2021. Este volume foi o maior já contabilizado para o mês, o que demonstrou a retomada do consumo no exterior.

Demanda por carne suína declina e preço do animal vivo desaba

As exportações de carne suína declinaram em janeiro, derrubando os preços do animal vivo, segundo dados compilados pelo Cepea. Nesse sentido, o excesso de oferta da proteína também contribuiu com a queda nas cotações da arroba, o que está gerando preocupações nos produtores.

Isto porque, nos últimos 30 dias, os preços do animal vivo recuaram em relação a dezembro, para R$ 4,32 o quilo, enquanto a carcaça suína especial passou para R$ 7,58, em um recuo de 0,13%.

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Através de um relatório, o Secex divulgou que as vendas da carne suína ao exterior atingiram 67,8 mil toneladas no período, muito abaixo da média mensal de 100 mil toneladas observada ao longo de 2021. Apesar disso, a receita de vendas ao mercado externo aumentou 4,3% no período, para US$ 150,3 milhões.

O dólar valorizado sobre o real ajudou a manter os ganhos em níveis mais elevados. Mesmo assim, o presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Losivanio de Lorenzi, afirmou que o cenário é desesperador.

Enquanto os preços do animal vivo seguem desabando, os insumos não param de subir, sobretudo, em virtude da possível quebra de safra de grãos devido à estiagem.

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