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Calendário de indicadores econômicos e destaques políticos: o que acompanhar nesta semana

Por Bruna Santos
15 dezembro 2019 - 07:00
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A segunda metade do último mês de 2019 será marcada pelo calendário de indicadores econômicos nacional e globais.

Nossa agenda doméstica conta com dados importantes principalmente para formação de projeções para a política monetária, entre eles, a ata do encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que culminou no corte dos juros básicos a 4,50% a.a.

Saem ainda o relatório trimestral de inflação, seguido por fala do presidente da instituição, Roberto Campos Neto, e o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial do Brasil.

Completa a agenda local o dado do déficit em conta corrente do mês de novembro.

No calendário de indicadores econômicos globais, atenção para o PIB dos EUA, na sexta-feira (20), seguido pelos dados dos PMIs.

Embora a primeira fase do acordo bilateral sino-americano tenha se concretizado na sexta-feira (13), é provável que ele seja absorvido pelo mercado nos próximos dias.

No continente asiático saem os dados da produção industrial e vendas no varejo chinês de novembro, mas também a decisão sobre juros do Banco Central japonês.

Destaques políticos na última semana de atividades parlamentares

Com a chegada da última semana parlamentar de 2019, as resoluções políticas passam a ser postergadas para o próximo ano.

Ainda assim, o projeto do novo marco do saneamento básico deve ter a votação final dos destaques nos próximos dias.

Outro ponto significativo será a sessão do Congresso da terça-feira (17), onde ocorrerá a votação do Orçamento federal.

Essa temática fica em evidência nessa reta final de 2019 em virtude das eleições estaduais do próximo ano.

Assim, há expectativas por um debate mais acirrado a medida que os governos buscam obter as condições orçamentárias mais favoráveis.

No dia anterior (16), o Plenário da Câmara dos Deputados pode votar a proposta que aumenta o repasse da União às cidades por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), também conhecida como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 391/17, do Senado, que eleva em 1 ponto percentual os repasses de certos tributos da União para os municípios.

Por fim, o mercado pode acompanhar novas manobras do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tenta costurar uma proposta única em conjunto com os Estados sobre a reforma tributária.

Vale ressaltar que a equipe econômica projeta entender seus trabalhos no recesso, segundo informou o secretário-executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys.


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