Economia

Caged: Brasil encerra 2020 com 142.690 vagas de emprego formais

Por Fast Trade
29 janeiro 2021 - 08:00 | Atualizado em 29 janeiro 2021 - 08:31
Caged

Surpreendentemente, o Brasil acumulou 142.690 postos de trabalho em 2020, mostra os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“A grande notícia é que num ano terrível, em que o PIB caiu 4,5%, criamos 142 mil empregos”, comentou o ministro da Economia, Paulo Guedes

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Em coletiva virtual de divulgação do Caged, o economista enalteceu o Benefício Emergencial para Preservação do Emprego e da Renda (BEm).

De acordo com ele, o programa, que foi criado pelo governo federal durante a pandemia de covid-19, é um dos responsáveis pelo resultado positivo.

Nesse sentido, o Bem foi responsável por evitar a demissão de aproximadamente 10 milhões de pessoas durante o ano passado.

Isso porque o programa permitiu que empregadores e funcionários entrassem em acordos de redução de jornada e salário, ou até mesmo a suspensão de contratos.

Para viabilizar essas alternativas, o governo pagou uma porcentagem do seguro-desemprego a que o empregado teria direito se fosse demitido. Esses recursos foram extraídos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Ao comentar o Caged, Guedes lembrou que “o IBGE também soltou dado que confirma esse avanço, essa recuperação da economia brasileira em V”.

A forte queda econômica em decorrência da pandemia do novo coronavírus seguida de forte alta é defendida pelo ministro.

Segundo ele, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística reportou quase 4 milhões de aumento na população ocupada entre o trimestre de setembro/outubro/novembro frente ao trimestre imediatamente anterior. Do total, quase 1 milhão foi de carteira assinada, conforme destacou o chefe da Pasta econômica do governo federal.

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2020

Em 2020, foram apuradas 15.166.221 admissões e 15.023.531 desligamentos, conforme mostra o Caged. Além disso, o estoque de empregos formais no Brasil, isto é, a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 38.952.313 vínculos.

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O montante representa uma variação de 0,37% em relação ao estoque de referência, de 1º de janeiro de 2020. Para Guedes, o acumulado do ano é que é “a boa notícia”. Ele ainda comparou a performance de 2020 com a de 2015 e 2016.

“Na recessão de 2015, no qual que o PIB caiu 3,5% por erros de política econômica, nós destruímos 1,5 milhão de empregos”, comentou.

Do mesmo modo, a recessão de 2016 marcou a diminuição de 1,3 milhão de empregos, “também em consequência de erros”, segundo ele.

“No acumulado de 2020, quando fomos atingidos pela maior pandemia dos últimos 100 anos, nós geramos 142 mil empregos”, completou.

Entre os destaques do ano passado, apenas o setor de serviços teve saldo negativo nos empregos, com o fechamento de 132.584 postos de trabalho. O segmento foi duramente afetado com as restrições à atividade econômica em decorrência da pandemia.

Em contrapartida, o setor de construção e indústria lideram o ranking de contratações, com a criação de 112.174 e 95.588 empregos, respectivamente.

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Caged de dezembro

Apesar do saldo positivo em 2020, dezembro marcou o fechamento de 67.906 postos de trabalho, após cinco meses de saldo positivo.

Essas perdas, no entanto, são comuns, de acordo com o ministério, sobretudo porque dezembro é um mês “de ressaca” no mercado.

Mesmo assim, essa é a menor perda de empregos desde 1995, segundo o ministro da Economia “Essas perdas são sazonais. Então vamos comparar com dezembro de 2015, quando o PIB caiu 3,5% no ano, foi uma recessão autoimposta e nós perdemos 596 mil empregos”, disse.

Ademais, apenas um ano antes da pandemia estourar, em dezembro de 2019, foram fechadas 307 mil vagas.

Por fim, as estatísticas completas do Caged foram disponibilizadas na página do Ministério da Economia. Os números também podem ser consultados no Painel de Informações do Novo Caged.

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