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BRF perde mais de R$200 milhões em acordo derivativo com Bradesco

Por Eloiza Amaral
06 março 2019 - 11:17
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Em um momento complicado para a BRF, no mês passado a companhia, a liquidou um acordo derivativo firmado com o Bradesco em 2017 que teve um saldo negativo de mais de R$200 milhões.

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Este acordo foi firmado como a saída encontrada pela BRF para contornar o prejuízo obtido na operação Carne Fraca, que teve como consequência o bloqueio de R$1 bilhão em bens dos frigoríficos, além do fechamento de 3 frigoríficos. Naquele momento, o contrato com o banco foi assinado pelo ex-CEO Pedro Faria.

Era necessário que fossem vendidas ações que estavam em tesouraria para diminuir as dívidas, mas a BRF preferiu acreditar na aposta de valorização do negócio e firmou um instrumento conhecido como ‘’total return swap’’ utilizado frequentemente por empresas de capital aberto.

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Em miúdos, Faria vendeu em 2017 os papéis no mercado com prejuízo. Ações compradas em anos anteriores por um preço médio de R$ 53,60 foram vendidas na bolsa por uma cotação média de R$42,02, mas mesmo tomando um prejuízo de R$140,5 milhões, conseguiu trazer R$509,8 milhões para o caixa. Esse montante foi utilizado como referência para o derivativo do Bradesco.

Pelos termos do derivativo do contrato, a BRF pagaria 110% do CDI para o Bradesco, calculados a partir do valor do contrato de R$510 milhões. Em troca, receberia a diferença positiva da variação do preço de sua ação. No final, a BRF pagou esta parte e também a variação negativa dos ativos.

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Em 16 de agosto de 2017, quando o instrumento derivativo foi assinado, as ações da BRF valiam R$ 41,49. Em 5 de fevereiro, data da liquidação final dos contratos, quando não havia possibilidade de renovação, valiam R$ 25,24. A diferença supera R$200 milhões.

Um total return swap permite que uma empresa obtenha o benefício econômico de possuir um ativo sem colocá-lo em seu balanço e possibilita que a outra, que mantém esse ativo em seu balanço, compre proteção contra perda em seu valor.

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