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BRF (BRFS3) reverte prejuízo A/A e lucra R$ 22,4 milhões no 1º trimestre

Por Fast Trade
13 maio 2021 - 10:00 | Atualizado em 13 maio 2021 - 10:25
BRFS3

A companhia de alimentos BRF (BRFS3) registrou lucro líquido de R$ 22,4 milhões nos três primeiros meses de 2021.

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Embora o resultado reverta o prejuízo de R$ 38 milhões do 1T20, o desempenho do 1T21 veio abaixo da projeção de analistas. Os analistas consultados pela Refinitiv, por exemplo, estimavam lucro de R$ 112,7 milhões para o período.

Além disso, o lucro de janeiro a março do ano corrente é 97,5% inferior ao trimestre imediatamente anterior.

O relatório da BRF também mostrou um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 1,234 bilhão.

Nesse sentido, o indicador ficou próximo da projeção do mercado (R$ 1,218 bilhão) e cresceu ante o 1T20 (+1,4%) e o 4T20 (+22,3%).

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Ao mesmo tempo, a receita líquida da empresa de alimentos cresceu 18,4% na passagem do 1T20, para o 1T21, somando R$ 10,592 bilhões.

Guiada em parte por uma alta de 20% nos preços, o indicador subiu 7,7% ante o quarto trimestre.

Vale destacar que o setor da BRF tem enfrentado uma forte pressão este ano devido a alta dos preços do milho e soja.

Os grãos são considerados básicos na produção das rações dos animais.

Nesse sentido, o CEO Global da BRF, Lorival Luz, disse no relatório de resultados que “a companhia manteve o foco em vantagens competitivas, como gestão de grãos, eficiência operacional, marcas e inovação, para mitigar impactos adversos de curto prazo”.

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Outros destaques da BRF no 1T21

Segundo a BRF, o primeiro trimestre marcou a venda de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas de produtos alimentícios, resultado estável na comparação A/A.

Do total, a maior parte das vendas ocorreu no Brasil, de acordo com a companhia.

Em contrapartida, as margens brutas da empresa foram comprimidas diante do aumento nos custos com ração.

Outro destaque é que a demanda da China por produtos BRF se manteve aquecida tanto em relação à carne de frango quanto à suína.

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Assim sendo, a empresa registrou uma alta de 9% no volume de vendas. 

Em contrapartida, os mercados asiáticos se mantiveram deprimidos pelos efeitos da pandemia do novo coronavírus, segundo relatou a BRF.

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