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Braskem (BRKM5) reporta prejuízo de R$ 3,65 bilhões no 1T20

Por Bruna Santos
03 junho 2020 - 08:00 | Atualizado em 04 junho 2020 - 07:18

A Braskem (BRKM5) reverteu o lucro líquido de R$ 928 milhões reportado no 1T19 e amargou um prejuízo de R$ 3,65 bilhões no 1T20.

Segundo a maior produtora de resinas das Américas, esse resultado pode ser explicado pelo impacto negativo da variação cambial na dívida em moeda estrangeira. Nesse sentido, tanto o real quanto o peso mexicano foram afetados ante ao dólar, mas também pelo ciclo de baixa da petroquímica mundial.

Do mesmo modo, sua receita líquida contraiu 3% no acumulado de janeiro, fevereiro e março frente ao mesmo período de 2019, totalizando R$ 12,6 bilhões. Além disso, a queda dos spreads (diferença de preços em relação à matéria-prima) impactou o Ebitda que, por sua vez, recuou 61% na comparação anual.

Assim sendo, o resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização ficou em R$ 1,3 bilhão no primeiro trimestre de 2020. A queda foi menos acentuada para o Ebitda recorrente (-22%), também para R$ 1,3 bilhão.

Outro indicador crescente nos primeiros meses de 2020 foi a dívida líquida da Braskem, que passou de US$ 5,4 bilhões (4T19) para US$ 5,9 bilhões.

Assim também, a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda em dólares, passou de 4,7 vezes (dezembro) para 5,8 vezes (março).

Em termos de caixa, a Braskem “segue focada na disciplina na alocação de capital como forma de manter a sua posição robusta de caixa para que possamos enfrentar esse momento de crise global”, conforme dito em nota o presidente da companhia, Roberto Simões.

A petroquímica consumiu R$ 524 milhões, ante geração livre de caixa de R$ 130 milhões no 1T19 e de R$ 292 milhões no 4T19.

Resultado da Braskem no Brasil

De acordo com o press release da petroquímica, o resultado operacional no Brasil somou R$ 1,05 bilhão, isto é, +14% em relação ao 4T19.

Aqui, o salto é atribuído às vendas em volume de resina no mercado brasileiro (+4%), mas também para as vendas superiores de polipropileno (PP) nos Estados Unidos e na Europa e de polietileno (PE) no México.


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