Tecnologia

Brasil discute preparo de regulação para novas tecnologias

Por Fast Trade
15 junho 2020 - 09:00 | Atualizado em 15 junho 2020 - 11:23
programa Pró-Brasil

A ampliação das novas tecnologias no Brasil foi uma das principais pautas entre especialistas no debate virtual denominado “O Futuro da Telecom”.

Com cerca de uma hora e meia de debate, o evento, promovido pela Secretaria do Desenvolvimento da Infraestrutura da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia, faz parte de uma série de seis encontros sobre “Economia, Produtividade e Infraestrutura: Construindo o Brasil do Futuro”.

Temas ligados ao preparo do sistema regulatório, tributário e de infraestrutura brasileira foram destaques no encontro virtual. A ideia é preparar o ambiente para a chegada e habilitação, sobretudo, das tecnologias de telecomunicação e tráfego de dados.

Na avaliação do superintendente de competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Abraão Balbino, o Brasil enfrentará muitos desafios para conectar todas as regiões.

Entre os gargalos mencionados, destaque para a dificuldade de interligar e habilitar todas as regiões, mas também a exigência de uma infraestrutura ainda mais potente. Para isso, serão necessárias “políticas públicas e regulação que incentive o investidor”, destacou.

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O uso das novas tecnologias no setor produtivo

Para o professor e diretor de pesquisa de estratégia de negócio do Columbia Institute for Tele-information, Raul Katz, a cobertura da tecnologia 5G em escala nacional ajudará o Brasil a alcançar os países que hoje estão na fronteira tecnológica.

Conforme destacado pela Agência Brasil, setores como o agronegócio já fruem de diversas inovações, especialmente por estarem direta e constantemente conectados a mercados globais.

Agora, contudo, a perspectiva é que as novas tecnologias sejam pensadas para a manufatura, serviços e outras dimensões de empresas como de logística e elétrico.

Assista ao debate na íntegra:

Leilão do 5G

O leilão para concessão de frequências para quinta geração da telefonia móvel (5G) deve ocorrer em novembro, de acordo com as projeções do governo.

A operação, no entanto, precisará vencer duas grandes barreiras: a distribuição do espectro para que as empresas possam operar e o acesso à infraestrutura.

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro disse em sua tradicional live de quinta-feira (11) que orientou o novo ministro das Comunicações, Fabio Faria, a usar a soberania nacional como critério nas negociações da operação.

“Vamos atender os requisitos da soberania nacional, da segurança de informações, da segurança de dados e também da nossa política externa”, disse ele.


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