Agronegócio

Brasil assina acordo para exportação de milho para a China; EUA pode perder espaço

Por Fast Trade
25 maio 2022 - 06:33 | Atualizado em 25 maio 2022 - 08:49
safra de grãos; MILHO

De acordo com o Ministério da Agricultura, a autoridade alfandegária da China assinou um acordo com o Brasil permitindo a importação de milho dos produtores nacionais. A medida coloca em risco o produção dos Estados Unidos (EUA).

Segundo analistas, a China busca substituir a oferta da commodity que foi perdida com o conflito na Ucrânia, importante exportador global. Sendo assim, o movimento pode criar um novo competidor pelo milho do Brasil. Além disso, há o risco de diminuir a participação dos Estados Unidos nas exportações para a China.

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“É um grande movimento”, disse Terry Reilly, analista da Futures International. “É uma mudança no fluxo de comércio”, reiterou.

Embora tenha ocorrido alguns contratempos, a safra de milho 2021/22 deve ser recorde no Brasil. Com efeito, o país pode voltar a ser o segundo maior exportador do mundo caso não haja grandes alterações nas projeções da segunda safra. A Anec (Associação de Exportadores de Cereais) afirmou que será preciso o prazo de três meses para o governo revisar os requisitos fitossanitários para a exportação do milho.

Outras negociações

Houve avanços também nas negociações de outros produtos. Os países chegaram a um acordo para a exportação do amendoim brasileiro e progrediram nas conversas sobre as compras de proteína e farelo de soja.

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Em comunicado separado, o Ministério da Agricultura confirmou a assinatura de quatro outros protocolos. Os documentos se referem à exportação brasileira de farelo de algodão, carne termicamente processada e melão, bem como a importação brasileira da China de peras. 

Por fim, até o final do ano, está prevista a discussão sobre a exportação do Brasil para a China de gergelim, sorgo, uvas e outros itens agrícolas. Ademais, busca-se solução para as negociações de farinhas de pescado, aves, suínos e as importações de maçãs.

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