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Bradesco e Itaú lançam fundos para viabilizar investimentos na China

Por Fast Trade
20 abril 2021 - 16:48 | Atualizado em 20 abril 2021 - 21:27
Bradesco (BBDC3; BBDC4)

O Bradesco e o Itaú Unibanco criaram fundos para permitir que brasileiros realizem investimentos em empresas da China, aproveitando a forte demanda do país.

Como a primeira economia a se recuperar na pandemia, o gigante asiático deve continuar apresentando altos níveis de crescimento, rumo à consolidação como maior potência global.

Além disso, o grande interesse de investidores locais pelos negócios na Ásia despertou nas gestoras de recursos a necessidade de mergulhar nos portfólios de ativos estrangeiros. A primeira a entrar no mercado chinês foi a XP Investimentos, oferecendo fundos de aplicação mínima a partir de R$100.

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Assim, em menos de um ano, a corretora levantou R$1 bilhão em recursos nestes ativos, mostrando que este segmento tem muito potencial e ainda é pouco explorado.

“A China deixou há muito tempo de ser um tema exótico. Passou a ser um ativo básico de alocação em qualquer carteira global bem diversificada” – disse Fabiano Cintra, sócio responsável por fundos internacionais da XP.

Apesar de ter sido o epicentro da pandemia de Covid-19, o país asiático registrou um salto de 18,3% no Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, superando as expectativas dos analistas.

Da mesma forma, o Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou as projeções de crescimento da China em 2021 para 8,6%. Este resultado ficaria atrás somente da Índia, que deve registrar um crescimento de 12% este ano.

Estratégia dos bancos para avançar no gigante asiático

Tendo em vista este amplo horizonte, o Bradesco firmou parcerias com grandes gestoras de recursos chinesas para lançar um fundo exclusivo de empresas do país. Nesse sentido, com o suporte local, o banco busca investidores qualificados para rentabilizar o fundo acima índice MSCI China.

“A China é um mercado que vem atraindo a atenção dos brasileiros e do mundo inteiro dada a fortaleza de sua economia e a velocidade que continua crescendo” – explicou o diretor executivo do Bradesco, Roberto Paris, que assumiu a liderança da gestora do banco, a Bram.

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Ademais, considerando um portfólio de ativos internacionais, as companhias chinesas são apenas uma das classes, já que a diversificação é a chave do momento.

Em contrapartida, o Itaú vai lançar até o fim de abril um fundo para ações no gigante asiático, segundo informou o diretor comercial da Itaú Asset, Stefano Catinella. “Tem muito cliente que vê a China saindo mais rapidamente da pandemia (…) e quer se aproveitar da tendência” – comentou o executivo.

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