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BR Pharma perde na justiça direito ao plano de recuperação judicial

Por Eloiza Amaral
06 março 2019 - 11:30
RADL3

A Panpharma conseguiu na justiça uma liminar para suspender o plano de recuperação judicial da Brasil Pharma. No pedido, a Panpharma questiona a postura do antigo dono da varejista, o grupo BTG, e levanta o modo como a Brasil Pharma foi vendida, além de citar conflitos de interesse de sócios do BTG, credores da rede.

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Na sexta-feira, o desembargador Azuma Nishi, da 1ª Câmara Reservada de Direito Empresarial, acatou o pedido da Panpharma, que alega que as condições do plano homologado em 2018 foram danosas à companhia, que afirmava que isso poderia levar a uma deterioração de seu patrimônio e uma dificuldade maior em receber os recursos devidos. A dívida da BR Pharma é de R$1,2 bilhão.

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Em 2017, a BTGI Prop Feeder, vendeu a varejista por valor simbólico a uma empresa recém-criada, a Lyon Capital. A BTGI decidiu financiar a varejista por meio da compra de debêntures emitidas na época pela cadeia de farmácias. Com isso, um grupo de sócios do BTG tornou-se o maior credor da rede, e dessa forma a BR Pharma, que dava prejuízo, saiu do balanço do BTG.

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No pedido de liminar, a Panpharma pede que seja revista a decisão do grupo de sócios do BTG e que a Pentágono S.A. vote em assembleia para discutir um novo plano de recuperação judicial. A Justiça pode decidir por um novo plano sem que o voto da Pentágono entre em conflito.

“Foi a administração do antigo controlador, o grupo BTG, que causou o cenário de crise, e a obscura alienação da rede transformou o ex-controlador no maior credor. As recuperandas, ao que tudo indica, usaram o velho truque de incluir o maior credor na classe dos quirografários (credor sem garantias reais) para que aprovasse o plano’’, disse a a Panpharma ainda no documento.

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