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BR Distribuidora e Raia Drogasil registram queda nos lucros do 2T

Por Fast Trade
12 agosto 2020 - 07:21 | Atualizado em 12 agosto 2020 - 08:05
BR Distribuidora Modalmais

Na temporada de resultados corporativos, as companhias BR Distribuidora e Raia Drogasil divulgaram os balanços mostrando os efeitos da pandemia nos números do segundo trimestre.

Lucro da BR Distribuidora (BRDT3) cai 37,7% em relação a 2019

A BR Distribuidora reportou um lucro de R$188 milhões no segundo trimestre, registrando uma queda de 37,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

De abril a junho, no ápice da pandemia, a companhia teve contração de 21,7% nas vendas e a receita líquida caiu 38,1%, totalizando R$14,8 bilhões, na comparação anual.

Contudo, este número foi impactado positivamente por uma vitória judicial que rendeu R$376 milhões devido à exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS/ Cofins.

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Na decisão, a justiça determinou que a distribuidora tem direito de reaver estes valores recolhidos a maior no período entre 2012 e 2020.

Por outro lado, a BR contabilizou perdas de estoque e um efeito negativo de R$17 milhões líquidos em função da assinatura do novo plano de equacionamento de déficits com a Petros.

Da mesma forma, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) do trimestre declinou 2,9%, totalizando R$391 milhões.

Porém, em números ajustados, o Ebitda subiu 61,3%, no montante de R$816 milhões e a margem Ebitda subiu de R$51 para R$54 o metro cúbico.

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No comércio, a BR obteve uma redução de 21% nas vendas de gasolina, 36% no etanol, 13,6% no diesel e 82,3% nos combustíveis de aviação.

Mesmo assim, a companhia conseguiu expandir sua atuação no mercado, avançando sua fatia de participação em 0,4% em relação ao primeiro trimestre.

Raia Drogasil (RADL3) vê queda de 67,7% nos lucros do segundo trimestre

A Raia Drogasil contabilizou um lucro líquido de R$44,7 milhões no segundo trimestre, registrando um recuo de 67,7% em comparação ao mesmo período de 2019.

Nesse sentido, a pandemia provocou na empresa uma significativa perda de alavancagem operacional, tanto em atuação quanto em resultados de vendas.

A receita líquida contraiu 5,8% no período, para R$4,4 bilhões devido ao isolamento social, que reduziu o fluxo de clientes e a demanda por medicamentos.

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Além disso, a companhia teve uma redução drástica no número de consultas médicas e cirurgias eletivas, com a infraestrutura voltada ao atendimento de casos da Covid-19.

A receita bruta consolidada somou R$4,7 bilhões, com um avanço de 6,3% sobre o ano passado, mesmo sob o efeito das quarentenas.

Isto porque, as vendas por meio dos canais digitais aumentaram quase sete vezes em relação a 2019, compensando, em partes, as perdas de vendas nas lojas de shoppings e a postergação de 60 dias para o reajuste anual de preços de medicamentos.

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BR Distribuidora e Raia Drogasil registram queda nos lucros devido à pandemia

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