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Bolsonaro nos EUA; prazo final do Brexit adiado; Copom e Fomc no radar de investidores e mais

Por Pablo Vinicius Souza
18 março 2019 - 10:28

Na Ásia, a sessão foi de alta generalizada, em meio a especulações de que o Federal Reserve será favorável à manutenção de estímulos para a economia.

A expectativa de que o Fed mantenha seus juros básicos no encontro previsto para acontecer na próxima terça e quarta-feira (19 e 20, respectivamente) alimenta a expectativa dos investidores locais e globais.

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Após o adiamento do prazo final do Brexit, as bolsas europeias iniciam a semana com leve alta em seus principais índices.

Os mercados futuros norte-americanos operam perto do zero e se mantém estáveis à espera das reuniões de política monetária prevista para acontecer nos próximos dias.

Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais para esta semana

O Brexit volta ao centro das atenções para investidores em todo o globo.

Na semana passada, parlamentares britânicos aprovaram a extensão do prazo final (29 deste mês) para a saída definitiva do Reino Unido da União Europeia.

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Em decorrência disso, a primeira-ministra Theresa May pode estar preparando uma votação para o seu acordo pela terceira vez.

A continuidade do assunto sem uma resolução amigável à vista tem afetado todo o cenário, dando um tom mais incerto e confuso, afetando os principais índices globais ao redor do mundo.

Nos Estados Unidos, o grande destaque vai para a reunião do Fomc, que ditará ao mercado novas sinalizações por parte da autoridade por meio de divulgação das novas projeções e discurso do presidente Jerome Powell.

Internamente, o principal dado será o IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), previsto para ser divulgado na manhã desta segunda-feira (18).

Também ao longo desta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) realizará sua primeira reunião sob o comando de Roberto Campos Neto.

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A expectativa é pela continuidade na manutenção da Selic em 6,50% e pelo comunicado pós-encontro, bem como a avaliação do balanço de riscos.

Em termos de resultados corporativos, a saga do quarto trimestre entra em sua reta final. Entre os dias 18 e 22 de março, 28 empresas divulgarão seus números.

Jair Bolsonaro e ministros do governo cumprem agenda de compromissos nos EUA e mais

O presidente Jair Bolsonaro e sua comitiva chegaram ontem (17) aos Estados Unidos, onde cumprirá uma agenda repleta de encontros e reuniões importantes, incluindo um encontro com o presidente Donald Trump.

Hoje, Bolsonaro se reunirá com o ex-secretário do Tesouro norte-americano, Henry “Hank” Paulson, participará de cerimônia de assinatura de atos e finalizará a noite com um jantar junto a executivos do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos.

Em live realizada na semana anterior, o presidente havia antecipado a assinatura de diversos acordos com o governo norte-americano. Este, contudo, não deve ser considerado o principal parceiro comercial do Brasil daqui em dia, mas sim a China.

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O ministro da Economia, Paulo Guedes acompanha o presidente na viagem e, hoje, irá se encontrar com o secretário de Comércio do país, Wilbur Ross. Ainda no radar de Guedes está o encontro com o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer e uma mesa redonda.

Moro e Tereza Cristina também devem participar de reuniões e debates sobre comércio, investimentos e segurança.

No Brasil, após a instalação da Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara, a entrega do projeto de lei de pensão militar proposto pelo governo agora deve ser crucial para mostrar a força que a reforma da Previdência terá no Congresso.

O presidente Felipe Francischini disse ao blog da Andréia Sadi que, se o texto for entregue à Câmara como previsto, a votação da Nova Reforma deve acontecer já na 1ª semana de abril.

“O calendário mais otimista era dia 28 de março. Mas o mais pé no chão sempre foi dia 3 de abril. Isso contando que [a proposta sobre] os militares chegará durante esta semana que se inicia”, afirmou o parlamentar.

A informação foi confirmada pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio do Rêgo Barros, presente na comitiva de Jair Bolsonaro em Washington.

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Rêgo Barros confirmou a entrega do texto – pronto e sob análise do ministro da Economia – na Câmara para a próxima quarta-feira (20).

Semana cheia de compromissos

O clima lá fora é melhor definido como otimista cauteloso. Como há muitas decisões importantes ao longo da semana – mas a tendência positiva segue dominante – as Bolsas mundo afora oscilam no campo positivo.

Já por aqui, há alguns gatilhos a mais. Na sexta-feira (15), o leilão de aeroportos fez a Bolsa fechar em suas máximas históricas, acima dos 99 mil pontos. Somado isso, a entrega da proposta da reforma dos militares na quarta-feira que promete ser mais ampla, empolga investidores.

Além disso, Bolsonaro e Guedes estão nos Estados Unidos para selar uma guinada pró-Trump, ainda que o que nós estejamos mesmo interessados, seja na reforma da Previdência.

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

Após leilão, especialistas acreditam que estrangeiras dominarão setor aeroportuário BR

O sucesso da 5ª rodada de concessões de aeroportos é inquestionável. O ágio médio foi de 986% em relação à outorga mínima estabelecida, de R$ 218,7 milhões.

Realizada na última sexta-feira (15), o evento marcou o início de um novo modelo e ciclo de concessões e parcerias no Brasil.

Quem em muito se destacou foi a espanhola Aena, mas também a suíça Zurich e Consórcio Aeroeste (85% Socicam e 15% Sinart).

Juntos, os vencedores pagarão, à vista, R$ 2,38 bilhões em outorga.

A partir do 6º ano de operação dos aeroportos, será acrescido ainda uma contribuição variável, com valores percentuais em relação à receita bruta que as concessões registrarão.

Mediante aos “ganhadores” e participantes do evento, especialistas ouvidos pelo jornal Valor Econômico apontam que o setor aeroportuário brasileiro deverá ser dominado por operadoras estrangeiras de grande e pequeno porte.

Gol busca captação de US$ 300 milhões, Vale perde espaço na produção de manganês e mais

Mesmo com resultados que revelam uma melhora em certos indicadores operacionais, a brMalls ainda sente o efeito da crise que acometeu o segmento e afetou seus principais índices. Isso, contudo, não deve continuar por muito tempo, uma vez que a direção da maior empresa de shopping centers do país acredita que essa pressão diminuirá ao longo de 2019.

Em Nova York, a Gol Linhas Aéreas inicia hoje uma bateria de apresentações voltadas a investidores. O objetivo é a captação de US$ 300 milhões com títulos de dívida conversíveis em ações. Sem alterar as projeções da empresa para seu crescimento nos próximos anos, conforme anunciadas no mesmo período da divulgação de seus resultados trimestrais, a Gol está preparada para explicar seu plano de renovação e expansão de frotas de aeronaves calcado no Boeing 737 Max 8.

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A Vale comunicou na última sexta-feira (15) a decisão da Justiça de proibir o uso da barragem e operar a mina de Timbopeba. Ainda no radar da mineradora, a produção de manganês no Brasil está saindo de suas mãos. Embora esteja se mantendo como o principal player nacional e um dos maiores globais, sua produção tem sido reduzida, ao passo que a Buritirama, empresa pertencente a um jovem empresário paulista, tem trilhado um caminho em ascensão.

Nelson Tanure está ensaiando sua entrada no capital da Gafisa, de acordo com apurações realizadas pelo Valor Econômico junto a fonte próxima à companhia. O empresário realizaria um investimento primário, segundo informações concedidas pela mesma fonte, método diferente da tradicional compra de fatia de 18,55% detida em conjunto pelas principais acionistas da incorporadora (atualmente Planner Corretora de Valores e Planner Redwood Asset Management Administração de Recursos).

O ministério da Economia indicou Luiz Fernando Figueiredo para assumir o Conselho do Banco do Brasil. Na varejista de moda Marisa, o fechamento de até 18 lojas ao longo de 2019 está no radar, seguindo uma redução de 4,4% no ano anterior, quando a rede encerrou as atividades de 17 unidades.

Acionistas da Minerva Foods que acompanharam o aumento de capital privado da companhia de carne bovina em cerca de R$ 1 bilhão, estão comemorando os bons resultados da empresa. Na Tenda houve aprovação da emissão de R$ 150 milhões em debêntures.


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