Política

Bolsonaro inclui academias e salões de beleza como atividades essenciais durante a pandemia

Por Bruna Santos
12 maio 2020 - 07:32 | Atualizado em 12 maio 2020 - 08:52
Jair Bolsonaro se reuniu para iniciar o planejamento de transição de mandato

Após incluir o setor de construção civil no rol de atividades essenciais, o presidente Jair Bolsonaro englobou ainda academias, salões de beleza, cabeleireiros e barbearias.

Conforme a edição do decreto divulgado na véspera (11), esses empreendimentos poderão funcionar mesmo nos locais que decretarem medidas rígidas de distanciamento social. Segundo ele, as academias e os salões de beleza são questões de saúde e de higiene.

Anteriormente, o Chefe de Estado já havia contemplado no texto original serviços como supermercados, farmácias e serviços de saúde, produção e transmissão de energia e combustível, entre outros.

Posteriormente, ele adicionou igrejas e lotéricas no final de março como atividades essenciais. Assim como da última vez, Bolsonaro acenou para a inclusão de outras áreas no rol de serviços no decorrer das próximas semanas.

Por um lado, a medida pode soar como uma manobra para se driblar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que incumbiu aos Estados e municípios a responsabilidade de determinar o fechamento do comércio, serviços e empresas por causa da Covid-19.

Em contrapartida, Bolsonaro defende que “a questão da vida tem que ser tratada paralelamente com os empregos” e que não está “burlando nada”.

Perguntado sobre a decisão de Bolsonaro, o ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que sua área não foi consultada previamente. Segundo ele, a pasta pode contribuir com a elaboração de maneiras de se proteger as pessoas.

Sobre a decisão, alguns governadores anunciaram que pretendem ignorar o decreto do presidente, como foi o caso do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). No Twitter, ele listou ontem à noite os serviços que poderão funcionar, mas não incluiu as academias e salões


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