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Bolsonaro é denunciado ao Tribunal Penal Internacional; leilões de swaps e outros destaques

Por Bruna Santos
29 novembro 2019 - 10:08
1º pregão do ano

O cenário global continua em evidência, enquanto o investidor monitora as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, diante de um novo foco de tensões entre duas das maiores potências mundiais.

Recentemente, o presidente Donald Trump assinou uma lei em apoio aos manifestantes de Hong Kong, mas o Ministério das Relações Exteriores da China respondeu ao movimento alegando que o país tinha “intenções sinistras” com a medida.

Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro foi denunciado ao Tribunal Penal Internacional (TPI), de acordo com o Estadão.

A matéria, que deve repercutir ao longo do dia, informa que um grupo de advogados e militantes de direitos humanos entrou com a ação contra o presidente da República por “incitar o genocídio e promover ataques sistemáticos contra os povos indígenas do Brasil”.

No âmbito econômico, o governo busca alternativas de alterações no cartão de crédito, pouco após promover mudanças no cheque especial.

Segundo informou o jornal O Estado de S.Paulo, o parcelamento de compras sem juros está na mira da equipe econômica.

Para tal, uma das medidas pensadas é restringir as parcelas deste tipo de operação, entendida como uma forma de crédito.

Na última terça-feira (26), os investidores estrangeiros voltaram a diminuir de forma expressiva a posição comprada no mercado à vista do segmento Bovespa da B3 (B3SA3).

No total, foram adquiridos R$ 14,531 bilhões, mas vendidos R$ 16,600 bilhões.

Com isso, o resultado negativou em R$ 2,069 bilhões. Assim, novembro contabiliza o montante de R$ 7,719 bilhões no vermelho.

Por 8 votos a 3, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou na véspera o compartilhamento de dados da Receita Federal.

Esses dados sigilosos devem ser divididos com o Ministério Público e a Polícia Federal, sem necessidade de prévia autorização judicial.

Atenção ainda para o monitoramento do dólar, que encerrou a véspera em queda de 1%, a R$4,21.

Donald Trump voltou aos holofotes para movimentar os mercados. Ontem, ele assinou uma lei de apoio aos protestos em Hong Kong e a interferência em um assunto chinês tão relevante não agradou os investidores nem os chineses que deverão retaliar. Ainda não é sabido como, mas na pior das hipóteses, o impacto pode ser na assinatura da primeira fase do acordo entre EUA e China. Acompanharemos o dia internacional mais cauteloso, porém que está de olho nas vendas do Black Friday. Só as vendas pela internet nos EUA, deve chegar ao novo recorde de 4 bilhões de dólares. Por aqui, não é diferente e o ânimo com as vendas é alto, o que já fez as principais empresas do setor verem as suas subindo forte desde ontem.

Por Glenda Ferreira – Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos

Taxa de desemprego; dívida líquida do setor pública; preços ao consumidor e  mais indicadores

Nossa agenda de indicadores econômicos local abre espaço para os dados relacionados a taxa de desemprego, medida pelo PNAD do IBGE.

Além disso, o mercado vai monitorar os dados do resultado primário, assim como a dívida líquida do setor público.

Entre os indicadores globais, destaque para o índice de preços ao consumidor (CPI, sigla em inglês) da zona do euro.

Houve um avanço de 1% em novembro frente ao mesmo período de 2018 e mais 0,7% na comparação com outubro.

Os dados preliminares foram divulgados nesta sexta-feira (29) pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

De acordo com o Estadão, esse resultado supera as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam um crescimento mais singelo, de 0,9%.

Embora o dado seja positivo, a inflação anual da zona do euro se mantém abaixo da meta estipulada pelo Banco Central Europeu (BCE).

Segundo a publicação da Dow Jones Newswires, apenas o núcleo do CPI do bloco cresceu 1,3% no mês de novembro.

A taxa de desemprego da região, por sua vez, contraiu para 7,5% no mês de outubro, conforme a Eurostat.

Nesse sentido, o resultado corresponde a previsão de analistas do mercado consultados previamente pelo The Wall Street Journal.

Por fim, a Eurostat publicou uma estimativa de que havia 12,334 milhões de desempregados na zona do euro em outubro.

Banco Central anuncia leilões de swaps reversos e de dólares à vista para dezembro

Após colocar à venda US$34,4 bilhões das reservas internacionais ao longo dos últimos meses, o Banco Central (BC) vai findar o ano com novos leilões de swaps reversos e de dólares à vista.

Segundo o comunicado da autoridade monetária após o fechamento dos mercados, serão leiloados outros US$ 7,5 bilhões no mercado.

Nesse sentido, os leilões previstos para dezembro não estão vinculados às intervenções do BC para conter a alta do dólar.

Nas vésperas, o impacto sobre o câmbio foi praticamente nulo frente às vendas praticadas, então os leilões de swaps e de dólares a vencer em 3/2/2020 no montante de US$7,5 bi (149.130 contratos) representa um novo modelo de intervenção cambial com reflexos na política fiscal ao reduzir os juros da dívida pública e ajudar a segurar o endividamento do governo nos momentos em que o câmbio estiver alto.

Conforme publicado, o Banco Central ofertará, de 2 a 20 de dezembro, lotes diários de:

  • venda de dólares à vista, de forma simultânea à oferta no mesmo montante em swaps reversos;
  • swaps cambiais, para o complemento da rolagem.

Ao final do período de execução, o dinheiro será usado para renovar contratos de swap cambial tradicional, isto é, a venda de dólares no mercado futuro, que vencem em fevereiro de 2020.

Itaú Unibanco comunica pagamento de juros sobre o capital próprio

Itaú Unibanco (ITUB4) aprovou a declaração de juros sobre capital próprio no valor de R$ R$ 0,037560 por ação.

Conforme aprovado pelo seu Conselho de Administração na véspera (28), o pagamento está previsto para acontecer até o dia 30 de abril do próximo ano.

Para ter direito ao recebimento dos respectivos valores, cada acionista deverá estar posicionado até o final do dia 12/12/2019.

Em fato relevante, o banco Itaú informou também que haverá ainda uma retenção de 15% em imposto de renda na fonte, convertendo o pagamento em juros sobre capital próprio líquidos a R$ 0,031926 por ação, exceto para aqueles acionistas do segmento de pessoas jurídicas que forem comprovadamente imunes ou isentos.

Lucro do Banco do Brasil pode crescer 10% em 2020, afirma o vice-presidente da instituição

Após consolidar o 3T19 com saldo de R$4,5 bilhões, o lucro do Banco do Brasil pode avançar 10% em 2020.

A previsão é do vice-presidente de finanças e de relações com investidores da instituição, Carlos Hamilton, em reunião com analistas.

Um dos indicativos de que esse resultado se concretizará é a força que a receita líquida ganhará em função dos empréstimos ao consumidor, bem como as menores despesas com provisão para perdas com empréstimos.

Embora a receita líquida vá refletir no lucro do Banco do Brasil, Hamilton prevê que sua carteira de empréstimos total pode crescer moderadamente.

Isso porque os empréstimos corporativos devem continuar a contrair, diante do acúmulo de dinheiro oriundo do mercado de capitais.

Segundo as estimativas realizadas no início deste ano, a instituição monetária pode contabilizar um lucro de R$18,5 bilhões em 2019.

Sobre a joint venture com a suíça UBS em banco de investimentos, anunciada recentemente pelo banco, a previsão é que ela comece a atender clientes até junho de 2020.

De acordo com o fato relevante do BB, a sociedade terá seu capital social total dividido à proporção de 50,01% para o UBS e 49,99% para o Banco do Brasil, sendo exclusivamente formado por ações ordinárias nominativas e sem valor nominal (ON).

As mudanças no cheque especial, aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional, que limita a taxa a ser cobrada no produto para 8% ao mês impactará negativamente o lucro do Banco do Brasil, mas não deve ser “tão grande”, segundo avaliou o vice-presidente de finanças.

BB vai distribuir R$ 502.320.000,00 a acionistas sob JCP

O Banco do Brasil informou nesta manhã a distribuição de R$ 502.320.000,00 a título de remuneração a acionistas sob JCP.

De acordo com o fato relevante, o pagamento refere-se ao quarto trimestre deste ano e representa R$ 0,17617400289 por ação.

Os juros sobre capital próprio serão pagos em 30/12/2019 e terão como base a posição acionária de 11/12/2009.

Além disso, esse valor será imputado ao dividendo mínimo obrigatório relacionado ao 2º semestre deste ano, segundo informou o banco.

Aos acionistas que estiverem com seus respectivos cadastros desatualizados, é recomendada a regularização dos registros sob risco de ter as suas remunerações retidas até o ato.

O crédito a acionistas sob JCP será por conta corrente, poupança-ouro ou por caixa em uma das agências da instituição.

Por fim, haverá uma retenção de impostos de renda na fonte sobre o valor nominal, conforme a legislação vigente, exceto para aqueles acionistas que foram comprovadamente dispensados da referida tributação.


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