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Bolsas globais sobem com sinalizações de corte de juros iminente; dólar se recupera

Por TradersClub
19 julho 2019 - 10:20
Ibovespa sobe: economia brasileira; Monitor do PIB

As bolsas globais sobem e o dólar americano se recupera do forte tombo de ontem após três diretores do Federal Reserve validarem as apostas de um corte na taxa básica de juros nos Estados Unidos no final deste mês, porém em uma dimensão menor do que se vislumbrava em dias recentes.

Os futuros dos índices acionários americanos, assim como as bolsas europeias em menor medida, subiam no último dia de uma semana marcada por forte volatilidade, dados econômicos pouco conclusivos e uma temporada de balanços que tem se mostrado mista e pouco empolgante, desde o ponto de vista dos fundamentos. Os comentários dóceis de John Williams e Richard Clarida, dois membros do Fed, na noite de ontem, somados à entrevista do diretor James Bullard ao The Wall Street Journal na manhã de hoje, estimulam apostas em um corte de, provavelmente, 25 pontos-base na chamada taxa Fed Funds em 31 de julho.

Após redobrar as apostas de que os comentários de Clarida e de Williams apontavam a um corte maior, os ativos como o dólar americano e os rendimentos dos Treasuries tiveram movimento de correção, com o esclarecimento por parte do Federal Reserve de Nova Iorque – que refez os comentários de Williams. Ao longo da semana que vem, com o Fed em período de silêncio por conta da decisão de juros de final de mês, o investidor centra as atenções no Banco Central Europeu, que deve esclarecer planos para relaxar a política monetária.

O índice Stoxx600 mostrava um avanço tímido, de 0,10%, com as ações italianas segurando o otimismo por taxas de juros menores, em meio à especulação de possíveis eleições antecipadas.

As bolsas no Japão, na China e em Hong Kong subiram, com maior otimismo quanto ao rumo dos juros e após emissários dos EUA e da China terem retomado as conversas para resolver a guerra comercial entre os dois países.

O petróleo WTI retomou o nível dos US$56 o barril no mercado futuro, com o acirramento das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irã no Golfo Pérsico.

Os futuros do índice S&P500 subiam 0,12% por volta das 08h00, refletindo a esperança de que o Fed comece um ciclo de relaxamento da política monetária em pouco mais de dez dias. O futuro do Dow Jones Industrials avançava 0,22% no mesmo horário.

O ETF iShares MSCI Emerging Markets mostrava alta de 0,23% no pré-market em Nova Iorque, enquanto o ETF iShares MSCI Brazil, que replica o Ibovespa no mercado americano, avançava 0,43% – mostra de maior apetite por ativos de risco mundo afora.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar americano ante divisas pares, subia 0,2% a 97,00, refletindo a releitura dos comentários dos membros do Fed e revendo as apostas por um corte da Fed Funds de meio ponto percentual. O mesmo acontecia para o rendimento dos Treasuries de dez anos, que subiu 2 pontos-base para 2,045%, o maior ganho na taxa em mais de uma semana.

O contrato de ouro disparava 0,8% para US$1.439 a onça, com a reversão das apostas de corte maior nos juros dos EUA. Já os contratos spot e futuro do minério de ferro dispararam na China e em Cingapura, mostrando o maior ganho em pouco menos de duas semanas.


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