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Bolsas de Wall Street fecham em queda à espera da declaração de emergência nacional

Por Bruna Santos
15 fevereiro 2019 - 08:26
ADRs do Brasil

Em Wall Street, as principais Bolsas de valores encerraram o pregão desta quinta-feira (14) em queda, em um dia de sessão muito volátil para os índices. O movimento de baixa ocorreu após a divulgação dos resultados mais fracos no setor de varejo e, mais tarde, devido ao anúncio de que o presidente Donald Trump deverá declarar emergência nacional nesta sexta-feira (15).

As duas situações convergiram fazendo pressão sob os índices, que acentuaram as perdas na reta final. O Dow Jones caiu 0,41%, aos 25.439 pontos, o S&P 500 recuou 0,27%, aos 2.745 pontos e o Nasdaq Composto teve leve aumento de 0,09%, aos 7.426 pontos. Os setores de bens de consumo, finanças e materiais básicos lideraram as baixas da sessão.

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Na abertura, as Bolsas operavam em território negativo já refletindo a divulgação do Departamento do Comércio, que registrou em dezembro a maior queda do departamento de vendas no varejo dos EUA desde 2009, quando o país estava no auge da recessão. O recuo total alcançou a margem de 1,2%, contrariando as projeções do mercado, que apontavam para um cenário de alta em 0,1% no período.

Ao longo do dia, o S&P 500 e o Nasdaq chegaram a ensaiar uma recuperação com os investidores ainda otimistas frente à possibilidade de EUA e China avançarem nas negociações, porém, outros dados econômicos também impactaram de forma negativa o desempenho geral. O índice de preços ao produtor (PPI) de janeiro teve uma queda de 0,1%, quando a expectativa era de alta em 0,1% e os pedidos de auxílio-desemprego registraram um aumento de 4 mil na semana.

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No final da tarde, o líder republicano no Senado, Mitch McConnell, disse à imprensa que o presidente americano está preparado para assinar o acordo articulado por parlamentares republicanos e democratas, para evitar uma nova paralisação, mas que também irá declarar emergência nacional para assegurar a alocação de um valor maior em recursos para a construção do muro sem que seja necessária a aprovação do Congresso.

O acordo negociado prevê a destinação de US$1,38 bilhão para a construção de aproximadamente 88,5 km de barreiras físicas na fronteira com o México, uma quantia muito abaixo do que foi solicitado inicialmente por Trump.


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