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Bolsas da Ásia fecham em alta reagindo à ata do Fed e guerra comercial; China recua

Por Pablo Vinicius Souza
21 fevereiro 2019 - 11:36
Bolsas da Ásia fecham majoritariamente em baixa com Coreia do Sul e China; Tóquio avança

As Bolsas de valores da Ásia fecharam o pregão desta quinta-feira (21) majoritariamente em alta, com o mercado reagindo de forma intensa à divulgação da ata da última reunião do Banco Central americano, o Federal Reserve (Fed). O documento mostrou que os dirigentes estão divididos quanto ao aumento da taxa básica de juros para 2019, diante de um possível cenário de recessão da economia global e redução dos estímulos de política fiscal praticados nos EUA.

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Os investidores também ficaram atentos aos desdobramentos das negociações entre americanos e chineses, na expectativa de que essa nova rodada de discussões em Washington possa colocar fim ao impasse entre os dois países. Representantes de alto escalão dos governos se reunirão hoje e amanhã para debater os temas mais sensíveis do acordo que está sendo elaborado.

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Na China, o setor de small caps liderou os ganhos nas primeiras horas de sessão, contudo, após o anúncio de que o porto de Dalian interrompeu as importações de carvão da Austrália, houve uma reversão do desempenho e os índices fecharam em queda. O Xangai Composto teve baixa de 0,34%, aos 2.751 pontos e o SZSE Component, de Shenzhen, caiu 0,26%, aos 8.451 pontos.

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Outro aspecto que influenciou na derrocada do mercado chinês foi o comentário do primeiro-ministro, Li Kequing, afirmando que a China não mudou e não mudará sua política monetária e não pretende recorrer a um grande fluxo de estímulos. O Banco Central do gigante asiático demonstrou não estar preparado para realizar cortes na taxa básica de juros para estimular a economia, apesar da redução dos níveis de inflação e da valorização do iuan, conforme informações divulgadas pela Reuters.

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Em Tóquio, o Nikkei 225 renovou as máximas de dois meses, crescendo 0,15%, aos 21.464 pontos. Os dados da IHS Markit evidenciaram uma retração da atividade manufatureira em fevereiro no Japão, impactando negativamente as ações, que oscilaram em leve queda, mas depois restabeleceram o desempenho. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,40%, aos 28.629 pontos, puxado pelas ações da Lenovo (+11,9%), atualmente a maior fabricante de computadores do mundo.

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CidadeÍndice20/0221/02
SidneyS&P ASX 200-0,17%+0,70%
WellingtonNZX 50+0,27%+0,56%
Hong KongHang Seng+1,01%+0,41%
SeulKospi+1,09%-0,05%
TóquioNikkei 225+0,60%+0,26%
MumbaiNifty 50+1,24%+0,51%
JacartaIDX Composite+0,28%+0,38%
XangaiXangai Composto+0,20%-0,34%
ShenzhenSZSE Component+0,39%-0,26%

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