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Bolsa e dólar têm pregão de queda refletindo o mau humor no cenário externo

Por Fast Trade
17 dezembro 2021 - 13:28 | Atualizado em 17 dezembro 2021 - 14:14
futuros americanos
Créditos: shutterstock.com

A Bolsa brasileira opera em queda nesta sexta-feira (17), acompanhando o mau humor no cenário externo e as decisões dos Banco Centrais. Em dia de vencimento de opções no mercado local e vencimento quádruplo em Nova York, a volatilidade e o clima de aversão ao risco pressionavam as negociações.

Lá fora, após o Federal Reserve, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco da Inglaterra adotarem decisões de política monetária rígidas para conter a inflação, hoje foi a vez do Banco do Japão anunciar a redução do financiamento emergencial concedido na pandemia.

Ao mesmo tempo, na agenda de indicadores, a inflação no velho continente continua gerando preocupações, apesar de o BCE decidir não elevar os juros em 2022. Na Alemanha, o índice de preços ao produtor disparou 19,2% em novembro, na comparação anual, atingindo o maior nível em mais de 60 anos.

Enquanto isso, por aqui, já em clima de recesso em virtude das comemorações de final de ano, o declínio das commodities e o movimento de correção na cena local influenciavam o desempenho das blue chips.

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A seguir, as movimentações do pregão na B3:

Maiores altas do índice geral: BRF (BRFS3), Marfrig (MRFG3), Natura (NTCO3), Eneva (ENEV3) e BR Malls (BRML3).

Maiores quedas do índice geral: Banco Inter (BIDI4), Banco Inter (BIDI11), IRB Brasil (IRBR3), Unidas (LCAM3) e Localiza (RENT3).

Às 13h27 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,71% aos 107.560 pontos, registrando um volume financeiro de R$9,766 bilhões.

Dólar oscila em queda com entrada de fluxo dos exportadores

O dólar comercial caía 0,16% contra o real, na cotação de R$ 5,6710 na venda, refletindo a entrada de fluxo de recursos decorrentes da exportação. Depois de oscilar em alta nas primeiras horas de negociação, a divisa americana perdeu força contra o real, apesar de avançar contra os demais pares emergentes no exterior.

Acima de tudo, o câmbio faz um dia de ajustes técnicos, tendo em vista os solavancos dos últimos dias, que até demandaram intervenções do Banco Central.

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Sem a previsão de divulgação de indicadores ou dados internos, o contexto internacional está no radar, certamente, em atenção às decisões dos Bancos Centrais.

Por fim, os juros futuros registravam forte adição de prêmio de risco ainda precificando as projeções negativas do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). As falas do presidente do BC, Roberto Campos Neto, sobre o aumento dos preços persistir até fevereiro também contribuíam com o clima de incertezas.

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